Violência

Jovem colombiana vítima de racismo e agressões no Porto

333

Uma jovem foi violentamente agredida e insultada por um elemento da empresa de segurança 2045, na madrugada do passado domingo, no Porto, quando tentava entrar num autocarro.

António Cotrim/LUSA

Uma jovem colombiana afirma ter sido violentamente agredida e insultada por um elemento da empresa de segurança da 2045, na madrugada do passado domingo, no Porto, quando tentava entrar num autocarro, segundo o Jornal de Notícias.

Tudo começou às 5h da manhã, quando a jovem e três amigas regressavam das festas de São João, no Porto. Numa paragem de autocarro, na Rua do Bolhão, tiveram um desentendimento com um homem que também aguardava por entrar no autocarro, quando Nicol Quinayas, lhe passou à frente na fila.

O fiscal percebeu e impediu a entrada de Nicol e de outra amiga, puxando-a para fora do autocarro. “No autocarro, ficou a outra minha amiga, talvez por ser branca, pois um outro segurança não a deixou sair. Já no exterior olhei para o segurança e disse-lhe: “O senhor está doido. Nem deveria estar ao serviço”. E ele deu-me logo um murro”, confessou a jovem, citada pelo Jornal de Notícias.

De seguida, a jovem conta que foi esmurrada pelo segurança, que a imobilizou com um joelho na cabeça. De acordo com Nicól, o agressor terá ainda gritado “estes pretos não aprendem”, entre outros comentários. Posteriormente, o segurança chamou a PSP e uma ambulância. A jovem também se queixou de não ter sido ouvida pelos agentes da Polícia de Segurança Pública que estiveram presentes no local. Nicol Quinayas acabou por ter que ser transportada para o Hospital de Santo António, apresentando um traumatismo facial, conta o Expresso.

Em comunicado, a empresa envolvida, a 2045, confirmou ter iniciado “um processo de averiguações interno, que está a decorrer”, adiantando ter cerca de 3000 funcionários, entre vigilantes e colaboradores da estrutura, “sendo que estão inseridos na equipa elementos de várias etnias, sem qualquer tipo de discriminação de nacionalidade, religião, raça ou género”. No entanto, o Expresso noticia esta quarta-feira que o segurança se encontra suspenso, enquanto decorre um processo de averiguação interna.

Também a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto optou por prestar informações por escrito, confirmando a situação ocorrida na madrugada da maior festa da cidade do Porto, “envolvendo uma jovem e o fiscal da empresa 2045”, está a ser alvo de processo de averiguação interno.

Nicól Quinayas apresentou queixa-crime à PSP, o processo vai passar a ser investigado pelo Ministério Público.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Empresas

Accionista e operador de máquinas: bons amigos?

Rui Esperança

A perpetuação do modelo da melhoria dos resultados das empresas à custa dos salários baixos e do consequente enriquecimento dos accionistas tem de mudar. Sem as pessoas, as empresas são pouca coisa.

Abusos na Igreja

Mr. McCarrick, I presume? /premium

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Quando a Igreja castiga os clérigos pedófilos, com o máximo rigor que a lei canónica permite, age de acordo com o exemplo e a doutrina do seu divino Mestre.

África do sul

África do Sul – Que Futuro?

Jaime Nogueira Pinto

Em vésperas de eleições, a República da África do Sul vive dias instáveis, entre a democracia e a cleptocracia. E radicalização de um ANC em quebra eleitoral pode por em causa os equilíbrios do regime

Governo

A famiglia não se escolhe? /premium

Alberto Gonçalves
364

Se ainda não se restringiu o executivo aos parentes consanguíneos ou afins do dr. Costa, eventualidade que defenderia com empenho, a verdade é que se realizaram amplos progressos na área do nepotismo

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)