Imigrantes

Portugal tem condições para acolher um décimo dos imigrantes do Lifeline

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Portugal tem condições para acolher cerca de um décimo dos 230 imigrantes que estão a bordo do navio humanitário da organização não-governamnetal alemã Lifeline.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Portugal tem condições para acolher cerca de um décimo dos 230 imigrantes que estão a bordo do navio humanitário da organização não-governamnetal alemã Lifeline, disse esta quarta-feira o ministro da Administração Interna.

O número de pessoas que efetivamente virão para Portugal dependerá também do conjunto de países envolvidos. Portugal disse que tinha condições para acolher cerca de um décimo dessas pessoas sem qualquer dificuldade e de imediato”, afirmou aos jornalistas Eduardo Cabrita, no final da cerimónia do 42.º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

O ministro destacou “a manifestação de solidariedade da União Europeia” nos últimos dois dias, sublinhando que oito países europeus responderam ao apelo do governo de Malta para receberem os imigrantes.

O navio, operado pela organização não-governamental alemã Lifeline Mission, navega há seis dias no Mediterrâneo com 230 migrantes resgatados perto das costas da Líbia, tendo chegado ao fim da tarda ao porto maltês de La Valeta.

O ministro avançou também aos jornalistas que o Governo está neste momento a trabalhar na regulamentação da Lei de Estrangeiros, que entrou em vigor há um ano, pretendendo o executivo simplificar o acesso a Portugal a estudantes, designadamente de países de língua portuguesa, e a imigrantes nas áreas tecnológicas.

No caso dos estudantes, o governante sublinhou que as universidades e os politécnicos vão assumir a responsabilidade da aceitação dos estudantes. Eduardo Cabrita referiu que vai ser dispensada, em muitos casos, a necessidade de entrevista para quem quer vir estudar ou trabalhar para Portugal.

O ministro disse também que outra das vertentes será o recrutamento de trabalhadores em áreas de sucesso da economia portuguesa com falta de mão de obra. Sobre os imigrantes que estão ilegais em Portugal, o ministro referiu que as situações têm de ser vistas caso a caso.

Temos vindo a apreciar de forma muito favorável a situação daqueles que estão inseridos no mercado de trabalho, que fazem descontos para a segurança social e que estão perfeitamente inseridos na sociedade portuguesa. Para esses, a nossa orientação é integrar na sociedade portugueses concedendo uma autorização de residência aos que trabalham”, disse.

Na cerimónia, o SEF apresentou o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) de 2017, que revela que o número de estrangeiros residentes em Portugal aumentou 6% em 2017 face a 2016, totalizando 421.711, tendo sido os cidadãos oriundos de Itália e França os que mais cresceram no ano passado.

Segundo o RIFA, os estrangeiros residentes em Portugal aumentaram pelo segundo ano consecutivo, ultrapassando em 2017 os 400 mil imigrantes, valor que já não se verificava desde 2013.

Para o ministro, o relatório “comprova que Portugal voltou a ser um país atrativo”, depois de, entre 2010 e 2015, ter sido um país em que as pessoas saíam mais do que entravam. Eduardo Cabrita afirmou também que Portugal é um dos países que “integra e acolhe bem”.

“Somos o país da UE que atribuiu a nacionalidade portuguesas por naturalização a um maior número de cidadãos estrangeiros que aqui residem há vários anos. Só no ano passado foram 37 mil pedidos de parecer ao SEF, dos quais quase 30 mil foram favoráveis”, sustentou.

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