Imigrantes

Portugal tem condições para acolher um décimo dos imigrantes do Lifeline

159

Portugal tem condições para acolher cerca de um décimo dos 230 imigrantes que estão a bordo do navio humanitário da organização não-governamnetal alemã Lifeline.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Portugal tem condições para acolher cerca de um décimo dos 230 imigrantes que estão a bordo do navio humanitário da organização não-governamnetal alemã Lifeline, disse esta quarta-feira o ministro da Administração Interna.

O número de pessoas que efetivamente virão para Portugal dependerá também do conjunto de países envolvidos. Portugal disse que tinha condições para acolher cerca de um décimo dessas pessoas sem qualquer dificuldade e de imediato”, afirmou aos jornalistas Eduardo Cabrita, no final da cerimónia do 42.º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

O ministro destacou “a manifestação de solidariedade da União Europeia” nos últimos dois dias, sublinhando que oito países europeus responderam ao apelo do governo de Malta para receberem os imigrantes.

O navio, operado pela organização não-governamental alemã Lifeline Mission, navega há seis dias no Mediterrâneo com 230 migrantes resgatados perto das costas da Líbia, tendo chegado ao fim da tarda ao porto maltês de La Valeta.

O ministro avançou também aos jornalistas que o Governo está neste momento a trabalhar na regulamentação da Lei de Estrangeiros, que entrou em vigor há um ano, pretendendo o executivo simplificar o acesso a Portugal a estudantes, designadamente de países de língua portuguesa, e a imigrantes nas áreas tecnológicas.

No caso dos estudantes, o governante sublinhou que as universidades e os politécnicos vão assumir a responsabilidade da aceitação dos estudantes. Eduardo Cabrita referiu que vai ser dispensada, em muitos casos, a necessidade de entrevista para quem quer vir estudar ou trabalhar para Portugal.

O ministro disse também que outra das vertentes será o recrutamento de trabalhadores em áreas de sucesso da economia portuguesa com falta de mão de obra. Sobre os imigrantes que estão ilegais em Portugal, o ministro referiu que as situações têm de ser vistas caso a caso.

Temos vindo a apreciar de forma muito favorável a situação daqueles que estão inseridos no mercado de trabalho, que fazem descontos para a segurança social e que estão perfeitamente inseridos na sociedade portuguesa. Para esses, a nossa orientação é integrar na sociedade portugueses concedendo uma autorização de residência aos que trabalham”, disse.

Na cerimónia, o SEF apresentou o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) de 2017, que revela que o número de estrangeiros residentes em Portugal aumentou 6% em 2017 face a 2016, totalizando 421.711, tendo sido os cidadãos oriundos de Itália e França os que mais cresceram no ano passado.

Segundo o RIFA, os estrangeiros residentes em Portugal aumentaram pelo segundo ano consecutivo, ultrapassando em 2017 os 400 mil imigrantes, valor que já não se verificava desde 2013.

Para o ministro, o relatório “comprova que Portugal voltou a ser um país atrativo”, depois de, entre 2010 e 2015, ter sido um país em que as pessoas saíam mais do que entravam. Eduardo Cabrita afirmou também que Portugal é um dos países que “integra e acolhe bem”.

“Somos o país da UE que atribuiu a nacionalidade portuguesas por naturalização a um maior número de cidadãos estrangeiros que aqui residem há vários anos. Só no ano passado foram 37 mil pedidos de parecer ao SEF, dos quais quase 30 mil foram favoráveis”, sustentou.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)