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Justiça

Presidente da Associação Zoófila Portuguesa acusada de abuso de confiança

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A presidente demissionária da Associação Zoófila Portuguesa é acusada de utilizar a associação para proveito próprio, através de serviços prestados por uma empresa que está em seu nome.

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Os órgãos sociais e os membros da anterior e da atual direção da Associação Zoófila Portuguesa (AZP) estão em guerra. A presidente demissionária da associação, Ana Fernandes, é acusada por vários membros e funcionários de realizar “negócios consigo própria”, tendo sido alvo de uma queixa-crime por abuso de confiança, feita pela atual presidente do Conselho Fiscal (CF), Luísa Coelho.

A informação avançada pelo Diário de Notícias revela que estão em causa irregularidades imputadas à deputada municipal do PAN de Odivelas, especialmente o facto de esta ter registada em seu nome uma empresa que prestou e cobrou serviços à AZP, quando a associação criou, em 2014, um hospital veterinário que terá custado 150 mil euros. Segundo o Conselho Fiscal, a Izumix, a empresa que está registada em nome de Ana Fernandes,  recebeu mais de 25 mil euros em pagamentos — 11 mil relativos ao “acompanhamento” da construção do hospital e o restante como retribuição de serviços que o CF considera não clarificados.

Quando Raquel Leite, uma sócia e ex-membro da direção, exigiu respostas sobre a empresa e a sua relação com a associação, foi convocada uma assembleia geral extraordinária. Luísa Coelho acusou Ana Fernandes de “fazer negócios consigo mesma”, de utilizar o dinheiro da associação e não entregar nenhuma documentação ao CF e de ser incoerente na justificação dos pagamentos à sua empresa.

Em resposta ao DN, a presidente demissionária desde o dia 20 de junho afirmou que as decisões foram sempre tomadas com autorização da direção e lembrou que as contas sempre foram aprovadas pelo CF. Ana Fernandes negou ainda a cobrança de serviços por parte da sua empresa à AZP e disse que os órgãos sociais sempre souberam da sua relação com a empresa.

Nunca escondi que a empresa era minha como disse, em várias oportunidades, que tinha uma empresa. Além de ser informação pública. O potencial conflito de interesses foi avaliado pelos órgaos sociais e aceite dados os benefícios que trazia à AZP”, sublinhou a responsável.

Entre outras irregularidades estarão também a compra de um telemóvel por 843 euros sem decisão colegial prévia e a aquisição de mais de três mil euros em ração fora de prazo da marca de que a empresa de Ana Fernandes detinha a representação.

A Associação Zoófila Portuguesa tem como objetivo “promover a proteção de todos os animais” e conta atualmente com cerca de 17 mil sócios. A antiga direção caiu quando todos os membros se demitiram, em fevereiro/março, invocando “questões inultrapassáveis relacionadas com a gestão da presidente da direção”. O hospital veterinário possuido pela AZP fatura quase um milhão de euros por ano e é constituido por 30 funcionários.

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