Novo Banco

Grandes fundos de investimento não foram à emissão de dívida do Novo Banco

Os fundos de investimento Attestor Capital, BlackRock, CQS e Pimco anunciaram não ter participado na emissão de dívida subordinada do Novo Banco dados os "riscos do setor bancário português" .

TIAGO PETINGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os fundos de investimento Attestor Capital, BlackRock, CQS e Pimco anunciaram esta sexta-feira não ter participado na emissão de dívida subordinada do Novo Banco dados os “riscos do setor bancário português” e a “discriminação” contra obrigacionistas daquele banco.

“Cada um de nós decidiu, de forma independente, não participar nesta emissão”, refere o porta-voz do grupo de casas de investimento numa nota escrita divulgada esta sexta-feirag.

Segundo refere, “o preço desta emissão está mais de 500 pontos acima das mais recentes ofertas comparáveis de bancos periféricos não portugueses, num sinal claro de que os investidores internacionais continuam preocupados com os riscos apresentados pelo sistema bancário português e com a falta de vontade de resolver as questões discriminatórias contra os obrigacionistas do Novo Banco”.

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“Para emitir estes títulos de capital Tier 2, o Novo Banco teve que depender de um acordo de capital contingente que deixa os contribuintes portugueses em pior situação e de uma oferta de troca de uma variedade de instrumentos de dívida sénior por novos títulos”, sustenta.

Para os fundos de investimento, “isto é mais um exemplo do tratamento inconsistente e discriminatório em relação aos obrigacionistas do Novo Banco”, até porque “alguns dos títulos agora emitidos são semelhantes aos que foram irregularmente retransferidos do Novo Banco para o Banco Espírito Santo no final de 2015”.

Na nota, as casas de investimento esclarecem que esta posição não se trata de um boicote – dado o braço-de-ferro que estes grandes investidores mantêm há vários anos com Portugal na sequência da transferência de 2,2 mil milhões de euros em obrigações do Novo Banco para o BES ‘mau’ — garantindo que cada uma tomou a decisão individualmente.

O Novo Banco esteve no mercado esta semana para levantar 400 milhões de euros de dívida subordinada, denominada Additional Tier 2, com pagamento de um juro anual mínimo de 8,5%.

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