Viseu

Alterações climáticas e floresta integram novo ano letivo na região Viseu Dão Lafões

O secretário executivo da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões que a partir de setembro a comunidade escolar trabalhará temas como as alterações climáticas e a defesa da floresta.

RUNGROJ YONGRIT/EPA

O secretário executivo da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões anunciou esta terça-feira, na abertura do IV Fórum Viseu Educa, em Viseu, que a partir de setembro a comunidade escolar trabalhará temas como as alterações climáticas e a defesa da floresta.

“Vamos começar pelas nossas crianças, pelos nossos jovens, pelas nossas escolas, e vamos desenvolver um plano de ação de sensibilização de adaptação às alterações climáticas e também da defesa da floresta contra os incêndios”, anunciou Nuno Martinho.

Um projeto que foi apresentado há 15 dias pela Comunidade Intermunicipal (CIM) juntamente com os municípios, a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas), por se considerar que esta é “uma temática muito importante para a região”.

“Vamos planear dentro da rede de Educação qual será o melhor período para a realização das ações de sensibilização, para as palestras nas escolas e para os ‘workshops’ que estamos a desenhar. Plantação de árvores e outras atividades estão igualmente previstas”, especificou Nuno Martinho.

Este projeto junta-se a outros que já decorrem nos agrupamentos escolares dos 14 municípios que integram a região Viseu Dão Lafões, como é o caso do último que teve início em 2018 para o combate ao abandono escolar precoce, com um financiamento de cinco milhões de euros. “É um projeto em áreas tão diversas como a terapia da fala, o apetrechamento de muitas salas de aula no âmbito das tecnologias de informação e comunicação, desde que associadas a novas metodologias de ensino e aprendizagem, e também o ensino das línguas e da música em cada uma das escolas”, contou Nuno Martinho.

Projetos enaltecidos pelo presidente da Câmara de Viseu, que defendeu que os “fundos comunitários só devem servir para alavancar ainda mais a aposta feita” pela CIM Viseu Dão Lafões. “Quando temos convicções de que determinado caminho é o que temos de seguir, devemos alocar os meios em vez de fazermos outras coisas”, disse António Almeida Henriques, que se congratulou com este financiamento que destina só para o município de Viseu um milhão de euros, “a maior da região”.

Com esta verba, o autarca pretende, no próximo ano letivo, ter um “papel bastante importante na gestão do processo, na gestão das escolas, do pessoal auxiliar, deixando de fora a contratação dos professores”.

“Em tudo aquilo que já sabemos fazer bem, basta olhar para a qualidade das nossas escolas e verificaremos que as escolas que estão entregues ao poder local têm, normalmente, melhores condições do que as escolas que estão entregues ao poder central”, evidenciou.

Almeida Henriques aproveitou a abertura do IV Fórum Viseu Educa para incentivar os diversos agentes da Educação a estimularem o ensino nas áreas tecnológicas, tendo em conta a representação empresarial nesta área que existe em Viseu, que se quer assumir como cidade inteligente.

“Neste último ano e meio, fixámos 200 engenheiros, mas precisamos de mais, porque temos um défice neste momento e só para os próximos dois anos, de mais de 250 engenheiros que precisamos de fixar em Viseu”, alertou o autarca.

O IV Fórum decorre até quarta-feira no Instituto Politécnico de Viseu e conta com a presença de oradores como o embaixador de Portugal na UNESCO, Sampaio da Nóvoa, e Alexandra Marques e Pascal Paulus da Fundação Aga Khan Portugal, assim como vários professores universitários do país.

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