O antigo primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, foi detido esta terça-feira por suspeitas de ter desviado 700 milhões de euros de um fundo público. A acusação formal deverá ser apresentada esta quarta-feira, no tribunal de Kuala Lumpur.

As autoridades responsáveis pela investigação ao fundo 1Malaysia Devolpment Berhad (1MDB na sigla original) confirmaram a detenção do ex-líder às 14h35 (hora loca, 6h35 em Lisboa), na sua própria casa. Razak não se pronunciou ainda sobre a detenção, mas o antigo primeiro-ministro repetidamente tem negado todas as suspeitas que pendem sobre ele.

A detenção ocorre na sequência de uma série de investigações a propriedades ligadas a Razak que aconteceram nas últimas semanas. Segundo a BBC, a Polícia diz ter apreendido bens e dinheiro no valor de mais de 200 milhões de euros, o que corresponde à operação de apreensão de bens de maior valor na história do país.

Razak está a ser investigado por vários países. Desde que perdeu as eleições em maio, para Mahathir Mohamad, passou a estar sob a mira das autoridades da Malásia, estando até proibido de sair do país.

De acordo com o Guardian, a investigação norte-americana levada a cabo pelo Departamento da Justiça dá conta de que cerca de quatro mil milhões de euros do 1MDB terão sido desviados e lavados através de um complexo esquema de transações financeiras e empresas-fantasma.