Tudo começou em 1986, apesar de o robô humanóide da Honda só ter alcançado visibilidade muito mais tarde. Na verdade, o Asimo – acrónimo de Advanced Step in Innovative Mobility – só foi publicamente apresentado na sua forma actual em 2000, materializando os resultados obtidos nas muitas versões de teste que o precederam. Agora, segundo avança o Asian Nikkei Review, o construtor japonês terá decidido deixar o projecto morrer.

Mas tudo indica que a tecnologia que dá vida ao robô não será perdida. A Honda planeia tirar partido destes 32 anos de trabalho, transferindo os resultados obtidos para diferentes áreas da companhia, com a condução autónoma a ser claramente uma delas.

Recorde-se que o Asimo foi o primeiro robô humanóide capaz de andar sozinho e conseguir equilibrar-se. Habilidades que posteriormente evoluíram para actos extremamente complexos para um mecanismo, como correr, saltar, ou subir e descer escadas. Cada vez mais humano, o simpático robô que agora sai de cena já era capaz de reconhecer rostos, objectos e interpretar gestos. Serão estas capacidades que darão novo impulso ao desenvolvimento de sistemas de assistência à condução, por parte da Honda, bem como tecnologias de condução autónoma, seja na forma de sensores ou de sofware. Nomeadamente, de reconhecimento de imagens.