Rádio Observador

Crise dos Refugiados

ONG critica criminalização de resgates de migrantes no Mediterrâneo e lamenta falta de ação europeia

A organização não-governamental alemã Sea Watch, que desenvolve operações de resgate no Mediterrâneo, lamentou que a União Europeia esteja a tentar criminalizar os migrantes.

MARCO COSTANTINO/EPA

A organização não-governamental alemã Sea Watch, que desenvolve operações de resgate no Mediterrâneo, lamentou esta terça-feira que a União Europeia esteja a tentar criminalizar os migrantes e os que acorrem em seu auxílio, exigindo uma “passagem segura” para os refugiados.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, a organização não-governamental (ONG), que acusa as autoridades de Malta de reterem ilegalmente, desde segunda-feira, um navio seu (Sea-Watch 3), salienta que deve ser a União Europeia a promover as ações de salvamento no mar em vez de deixar este trabalho para as organizações privadas, defendendo que os refugiados devem poder viajar em segurança para a Europa onde poderão fazer os seus pedidos de asilo.

A Sea Watch considera que as decisões saídas da última cimeira europeia tentam “criminalizar” a fuga para a Europa e, consequentemente, “todos os que ajudam as pessoas que enfrentam situações de risco”.

A ONG adianta que neste momento não existe nenhum navio de salvamento civil a operar no Mediterrâneo, tornando junho no mês mais mortífero “desde que a crise humanitária começou, apesar de o número de chegadas ser apenas metade do que era no ano passado”.

[FrameNews src=”https://s.frames.news/cards/travessia-do-mediterraneo/?locale=pt-PT&static” width=”300px” id=”737″ slug=”travessia-do-mediterraneo” thumbnail-url=”https://s.frames.news/cards/travessia-do-mediterraneo/thumbnail?version=1528738737611&locale=pt-PT&publisher=observador.pt” mce-placeholder=”1″]

A Sea Watch contesta igualmente que os navios de resgate estejam a ser impedidos de salvar pessoas que se estão a afogar. “Enquanto o nosso navio está retido no porto, as pessoas estão a morrer”, acusa a organização, acrescentando que não foi dada qualquer explicação para reter o Sea-Watch 3 em Malta.

Esta terça-feira, pelo menos sete pessoas, duas delas crianças, morreram e outras 123 foram resgatadas do mar após o naufrágio da embarcação em que seguiam ao largo da Líbia, anunciou a guarda-costeira líbia. Este novo naufrágio faz subir para 180 o número de migrantes mortos ou desaparecidos desde sexta-feira ao largo da Líbia, segundo um balanço da agência France-Presse dos números fornecidos pela guarda-costeira do país.

Na sexta-feira, os corpos de três bebés foram resgatados da água e uma centena de pessoas desapareceram depois do naufrágio da embarcação em que seguiam. Outras 63 pessoas, que viajavam noutra embarcação, estão desaparecidas desde domingo, segundo um porta-voz da Marinha líbia, Ayoub Kacem.

A guarda costeira disse ainda que nas últimas horas navios-patrulha líbios intercetaram 276 pessoas que partiram da costa líbia e tentavam atravessar o Mediterrâneo, em três operações realizadas na segunda-feira. Entre os 276 havia 29 mulheres e 54 crianças, provenientes de 14 países da África subsaariana, 29 sudaneses e um egípcio.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)