Câmara Municipal Lisboa

Medina sobre o estacionamento de Madonna: “Não é uma situação de exceção”

322

Em entrevista à RTP3, Fernando Medina esclareceu a situação do estacionamento de Madonna, alegando que não é uma exceção, e anunciou o alargamento da rede da Carris.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Fernando Medina esclareceu, em entrevista à RTP3 durante a noite desta quarta-feira, a situação do estacionamento de Madonna. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirmou que a situação da cedência de estacionamento a Madonna não é uma situação “excecional nem única” e garantiu que a cantora não recebeu nenhum tratamento especial.

Se há um terreno livre temporariamente fazemos uma cedência. Não há nenhuma situação de exceção”, afirmou o autarca que recusa as críticas de que a câmara se preocupa mais com os famosos que se mudam para Lisboa do que com os seus cidadãos.

Medina assegurou que os regulamentos da câmara foram aplicados devidamente e convidou os deputados municipais a atualizarem a tabela de preços se considerarem que os valores são baixos. Quando questionado sobre a possibilidade de “qualquer cidadão” pedir um acordo de estacionamento semelhante, Medina afirmou que, caso haja um terreno disponível, a câmara fará a cedência.

O autarca considerou que a situação está “surpreendentemente” a causar “ruído na opinião pública” e que o tema só é notícia porque “se trata de quem trata”. Apesar de não confirmar que o acordo com Madonna envolve 15 veículos, Medina esclareceu que a situação é temporária uma vez que a área em causa pertence ao Palácio de Pombal, local que está a ser negociado para se tornar a nova embaixada da Timor-Leste.

Estacionamento cresceu “mais 50%”

Fernando Medina considerou que um dos grandes problemas de Lisboa é a falta de estacionamento. Assim, desde que assumiu a liderança da câmara em 2015, adotou uma estratégia de criação de áreas de estacionamento.

Segundo o autarca, já foram criados 22 parques de estacionamento, num total de três mil lugares. A autarquia terá ainda criado 2 500 lugares para residentes, o que representa um aumentado de “mais 50%” relativamente aos três anos anteriores.

Transportes públicos são “área essencial de aposta”

Na mesma entrevista, Fernando Medina considerou que a questão do estacionamento resulta “fundamentalmente” dos “maus transportes de acesso à cidade”. Este problema afeta principalmente os residentes da cidade. “Os residentes na cidade de Lisboa são duplamente penalizados, pela dificuldade de estacionamento e pela dificuldade de circulação dentro da cidade”, afirmou.

Para combater este problema, o autarca anunciou que o município vai investir na expansão da rede de transportes públicos da capital. Segundo Medina, a Câmara Municipal de Lisboa está em negociações com Oeiras para alargar a linha do elétrico 15 até à Cruz Quebrada, onde já existiu. O objetivo é expandir posteriormente a rede aos municípios suburbanos da Amadora e Loures, medidas ainda em estudo.

O alargamento vai ser acompanhado pela aquisição de 15 novos elétricos de modelos modernos que vão complementar os 15 atualmente em circulação. Durante a entrevista, Medina divulgou ainda que a frota da Carris vai ser reforçado com mais 200 autocarros a partir de setembro. Segundo a RTP, a câmara de Lisboa vai investir um total de 150 milhões de euros na rede de transportes públicos até 2021. No total, serão adquiridos 430 autocarros e 30 elétricos.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)