António Vitorino

Vitorino afirma-se ciente das dificuldades do cargo de diretor-geral da OIM

O antigo ministro socialista António Vitorino afirmou-se ciente das dificuldades com que se confrontará no exercício do cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações.

Miguel A.Lopes/LUSA

O antigo ministro socialista António Vitorino afirmou-se esta quinta-feira ciente das dificuldades com que se confrontará no exercício do cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), dizendo que cumpriu “apenas” parte do percurso.

António Vitorino falava aos jornalistas à saída das instalações de trabalho do ex-chefe de Estado Cavaco Silva, no antigo Convento de São Jerónimo, em Lisboa, onde acompanhou cerca de 50 adolescentes que foram apoiados pelo projeto educativo da EPIS (Empresários pela Inclusão), entidade da qual ainda desempenha as funções de presidente.

Sinto que cumpri uma parte do percurso, apenas”, respondeu o antigo ministro socialista e comissário europeu, depois de questionado pelos jornalistas se estava feliz por ter sido eleito para as funções de diretor-geral da OIM.

A eleição de António Vitorino foi de resto elogiada e salientada pelo ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.

“António Vitorino acaba de ser eleito para um cargo internacional de grande destaque. Antes tinham sido eleitos para importantes cargos internacionais António Guterres (secretário-geral das Nações Unidas), Durão Barroso (presidente da Comissão Europeia) e Jorge Sampaio (instituições para o combate à tuberculose e diálogo entre civilizações”, observou Cavaco Silva.

Os portugueses são neste momento, segundo o ex-Presidente da República, “objeto de algumas interrogações por parte dos outros países”.

Já ouvi isso de muitos líderes internacionais sobre qual a razão de um país com 10 milhões de habitantes conseguir eleger tantos cidadãos para posições internacionais chave. Consegue nas Nações Unidas pelas relações que o país construiu ao longo da história”, referiu Cavaco Silva, adiantando então uma possível explicação para esse fenómeno ao nível da diplomacia internacional.

Mas o ex-chefe de Estado também fez também uma alusão às dificuldades atuais inerentes ao exercício de um cargo internacional que tem a ver com as migrações e com as fronteiras nacionais, apontando, designadamente, como este debate te, sido transformado e ampliado por redes sociais como o ‘twitter’.

“Vai ter de enfrentar um tema nada ‘soft’, o das migrações. O senhor vai andar aí em permanência nos sites e no ‘twitter'”, comentou o ex-chefe de Estado.

Uma referência que motivou um riso algo nervoso de António Vitorino, que usou depois o humor para responder ao ex-Presidente da República.

Pois, pois, a parte do ‘twitter’ é que me preocupa”, disse, numa alusão aos líderes políticos internacionais que usam frequentemente esta rede social.

Perante os jornalistas, António Vitorino confirmou depois que, em breve, será substituído como presidente da EPIS, “porque o cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações é exercido em exclusividade de funções”.

“Este projeto vai continuar. Foi lançado quando o professor Cavaco Silva era Presidente da República em 2006. Para o ano, ainda vamos ser mais ambiciosos e ainda iremos mais além nos projetos educativos da EPIS”, referiu o recém-eleito presidente da OIM.

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