Exposições

A intimidade de Frida Kahlo como nunca a vimos antes

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Um conjunto de 241 fotografias descobertas em 2003 pode ser visto a partir desta sexta-feira no Centro Português de Fotografia, no Porto. Para ver até ao dia 4 de novembro.

Autor
  • Bruno Horta
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Não é uma descoberta da pintora Frida Kahlo enquanto fotógrafa, mas é bem capaz de mudar a perspetiva que temos sobre ela. A exposição “Frida Kahlo – As Suas Fotografias” inclui imagens captadas pela própria e por fotógrafos célebres como Man Ray, Edward Weston, George Brassaï, Tina Modotti ou Manuel Álvarez Bravo. Permite entender de que forma este meio influenciou o trabalho da artista mexicana e “reflete a intimidade da pintora e os seus interesses ao longo da vida atribulada que levou”, lê-se na folha de sala.

A abertura ao público acontece nesta sexta-feira, no Centro Português de Fotografia, no Porto, precisamente o dia do aniversário do nascimento de Frida (a 6 de julho de 1907). Está aberta até 4 de novembro – todos os dias, das 10h00 às 19h00, com bilhetes individuais entre cinco e oito euros.

O diretor do Centro Português de Fotografia, Bernardino Castro, explicou ao Observador que esta é uma mostra “de arquivo” e “isso relaciona-se de perto” com o trabalho da instituição que o acolhe. Neste caso, um arquivo que resulta de uma recolha ao longo das décadas de fotos da própria Frida Kahlo, de amigos e de familiares.

A exposição é organizada pela produtora de eventos culturais Terra Esplêndida, de Lisboa, e a curadoria pertence ao fotógrafo e historiador mexicano Pablo Ortiz Monasterio, com o apoio de Hilda Trujillo Soto, diretora do Museu Frida Kahlo, na Cidade do México.

Trata-se de uma exposição itinerante, pensada para o grande público internacional, cuja primeira apresentação data de 2009 no próprio Museu Frida Khalo. Tem percorrido países europeus como a Polónia ou a Alemanha e esteve, por exemplo, nos EUA, no Brasil e na Nova Zelândia. De resto, passou por Lisboa entre novembro de 2011 e janeiro de 2012, no Museu da Cidade, nessa ocasião com o apoio da Casa da América Latina.

Temos fotos de diversas linguagens por terem sido tomados por diferentes autores”, disse o diretor. “Não podemos esquecer que quer a artista, quer o pai e o avô, eram fotógrafos, o que significa que há nela um passado ligado a este meio. A relação de Frida Kahlo com a fotografia influenciou-a na pintura, sobretudo na maneira como posou nos autorretratos.”

Frida Kahlo (1907-1954) é considerada uma das artistas visuais mais relevantes do século XX e ficou conhecida pela pintura de raiz surrealista. A vida agitada ao lado do companheiro, o muralista Diego Rivera, tornaram-na um ícone, muito por causa da reabilitação na década de 60 por parte de movimentos feministas.

Apaixonada por fotografia, colecionou mais de seis mil fotografias que estiveram longe do olhar do público na casa que lhe pertenceu e por pedido expresso de Diego Rivera. Só em 2003 esse espólio começou a ser tratado e foi a partir dele que o curador escolheu as 241 fotografias inéditas que agora podemos ver.

“Frida Kahlo – As Suas Fotografias” divide-se por seis temas: “As Origens”; “A Casa Azul”; “Política, Revoluções e Diego”; “O Corpo Acidentado”; “Os Amores”; e “Fotografia”. É exibida no piso térreo do Centro Português de Fotografia (a antiga Cadeia da Relação do Porto), nas áreas conhecidas como enxovias. Em três delas, estão as fotografias, numa quarta está um filme documental de cerca de 50 minutos com a história da artista.

“Todas as exposições deste género têm que se readaptar aos novos espaços que encontram, tentando manter uma coerência de discurso e de conceito”, disse Bernardino Castro. “Este edifício tem a particularidade de ter grandes salas com uma presença forte e histórica, por isso a montagem foi um desafio para curador e para os designers, com a aplicação das imagens nas paredes e a integração de novos elementos arquitetónicos temporários.”

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