Há uma polémica na Nova Zelândia por causa de um hambúrguer. Esta terça-feira, o primeiro-ministro neozelandês criticou a companhia aérea nacional, Air New Zealand, por ter começado a oferecer aos seus passageiros de classe executiva um hambúrguer que contém carne sintética americana. O problema? Segundo Winston Peters, isto prejudica as vendas nacionais de carne bovina.

O hambúrguer tem o nome de “Hambúrguer Impossível” e, segundo a companhia aérea, é feito a partir de plantas concebidas nos laboratórios de uma empresa norte-americana, utilizando “95% menos terra, 74% menos água” e criando “87% menos emissões de gases e de efeito estufa”. Para Peters, que diz opor-se “totalmente à carne falsa”, a Air New Zeland deveria esforçar-se por promover os produtos produzidos pela agricultura do país, disse à Radio NZ.

Segundo o The Guardian, Mark Patterson, membro do Partido da Nova Zelândia, disse que o hambúrguer sintético era um “estalo na cara” para o setor de carne vermelha no país, avaliado em 5.13 mil milhões de euros, e avisou que este produto poderia ser “uma ameaça para o segundo maior exportador do mundo”.

Nathan Guy, membro do Partido Nacional, escreveu no Twitter que era “dececionante” ver a companhia aérea a promover carne geneticamente modificada quando o país produz “os bifes mais deliciosos e cordeiro do planeta”.

“A companhia nacional deveria estar a empurrar os nossos produtos e a ajudar a vender a Nova Zelândia ao mundo”, acrescentou. Em resposta, um utilizador do twitter defendeu a empresa: “Se nos sentamos aqui a produzir carne e não avançarmos em novas tecnologias e indústrias que podem substituir a nossa carne, definitivamente estamos a enfiar a cabeça na areia.”

A companhia aérea já respondeu às acusações em comunicado e avisou que não vai pedir desculpa “por oferecer opções inovadoras de produtos para os seus clientes” e que vai continuar a vender o “Hambúrguer Impossível” aos passageiros.

A Air New Zeland acrescentou que só no ano passado serviu cerca de 1,3 milhões de carne bovina originária da Nova Zelândia e comidas de cordeiro a clientes de todo o mundo e afirmou que “o hambúrguer vegetariano não é definitivamente uma ameaça à indústria das carnes vermelhas”.