CPLP

Organização ibero-americana apresenta candidatura a observador associado da CPLP

A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) candidatou-se a observador associado CPLP e, sendo aprovada a sua entrada, será a primeira organização a ocupar este posto.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

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  • Agência Lusa
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A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) candidatou-se a observador associado CPLP e, sendo aprovada a sua entrada, será a primeira organização a ocupar este posto, disse esta sexta-feira uma responsável da entidade ibero-americana.

“Nós fizemos esta candidatura nos prazos, por volta de abril/maio. Desde que o escritório (da OEI em Portugal) abriu este tem sido um dos grandes objetivos” a realizar pela organização, disse à Lusa a diretora do escritório em Portugal da OEI, Ana Paula Laborinho. Segundo a responsável, a candidatura à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) surgiu “de forma natural”, sublinhando que o escritório em Portugal da OEI só abriu em janeiro de 2018.

“Tenho grande expectativa que a candidatura venha a ser aprovada na cimeira que decorrerá na Ilha do Sal, em Cabo Verde, em meados do mês de julho”, acrescentou. A XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP realiza-se em Cabo Verde, na Ilha do Sal, a 17 e 18 de julho. “(…) Seremos a primeira organização a ser reconhecida pela CPLP como observador associado, o que é muito relevante”, sublinhou Ana Paula Laborinho.

Os observadores associados da CPLP são Geórgia, Hungria, Japão, República Checa, República Eslovaca, República da Maurícia, Namíbia, Senegal, Turquia e Uruguai. O bloco lusófono tem ainda observadores consultivos, que congregam várias organizações e associações, como a Academia Brasileira de Letras (ABL) ou a Assistência Médica Internacional (AMI).

De acordo com a responsável, “já existia um convénio com a CPLP” e a OEI tem “trabalhado ativamente e participado também ativamente em todas as iniciativas da CPLP”. “Portugal é membro da OEI desde 2002, mas só agora é que houve este impulso para uma presença aqui de um escritório que permite um trabalho continuado e uma aproximação muito maior entre Portugal e todos outros países que compõem esta organização, quer do ponto de vista bilateral, quer do ponto de vista multilateral”, acrescentou.

Ana Paula Laborinho afirmou que Portugal “representa um vértice importante, na medida que é o único país que, ao mesmo tempo, está na União Europeia, na CPLP e na Ibero-América”. A diretora da OEI referiu ainda que os temas da educação, ciência e cultura são primordiais para a organização ibero-americana.

O novo secretário-geral da OEI, o espanhol Mariano Jabonero – que foi eleito a 26 de abril, no México -, assumiu as suas funções, substituindo o brasileiro Paulo Speller e cumprirá o mandato até 2022. Mariano Jabonero visita Portugal na próxima semana, entre segunda e terça-feira, sendo o primeiro país com que irá estabelecer contacto após assumir o cargo.

Para Ana Paula Laborinho “é muito significativa” esta visita a Portugal do novo secretário-geral da OEI, demonstrando “a proximidade dos dois países”. A responsável disse ainda que Mariano Jabonero referiu também a importância de uma “presença da língua portuguesa ao mesmo nível do espanhol” na OEI.

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