Pesca

Peixes mortos em “quantidade significativa” em praias de Alcochete

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A poluição do Tejo tem sido este ano alvo de várias denúncias por parte de associações ambientalistas, que criticam as descargas de diferentes unidades industriais.

NUNO VEIGA/LUSA

Uma “quantidade significativa” de peixes mortos apareceu nas praias dos Moinhos e do Samouco, em Alcochete, no distrito de Setúbal, o que acontece pela segunda vez este ano, informou esta quarta-feira à Lusa o município.

“Apareceram peixes mortos em quantidade muito significativa na praia dos Moinhos, em Alcochete, e em menor quantidade na praia do Samouco”, explicou à Lusa o presidente da autarquia, Fernando Pinto. O autarca acrescentou que “no início do ano aconteceu a mesma coisa”, apesar de ter sido em quantidades menores.

Além dos peixes mortos, Fernando Pinto destacou o surgimento de “espumas muito pouco habituais” nas praias do concelho e disse que, apesar de ainda não estarem apuradas as causas, “de acordo com testemunhos não oficiais”, pode atribuir-se a uma alegada “descarga a norte do rio Tejo”. Para apurar as causas desta mortandade dos peixes, a autarquia alertou o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente.

Fernando Pinto sublinhou que estuário do Tejo está em fase de recuperação, pelo que este tipo de tipo de acontecimentos “são sempre motivo de preocupação”.

Posted by Arlindo Consolado Marques on Wednesday, July 11, 2018

A poluição do Tejo tem sido este ano alvo de várias denúncias por parte de associações ambientalistas, que criticam as descargas de diferentes unidades industriais. O Governo aprovou este mês, em Conselho de Ministros, o Plano de Ação Tejo Limpo, para aprofundar o conhecimento da situação real da bacia hidrográfica do rio de forma a evitar episódios de poluição no futuro.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, explicou que o plano, que representa um investimento de 2,5 milhões de euros, é a terceira fase de um plano que tem vindo a ser levado a cabo desde o início do ano, depois do “fenómeno agudo de poluição” registado em 24 de janeiro no rio Tejo e de “muitos outros que o antecederam”.

De acordo com o ministro, depois da primeira fase, que foi de “estancar e resolver os problemas de poluição e passar novas licenças às entidades potencialmente poluentes para garantir uma maior qualidade no tratamento dos efluentes”, inicia-se agora a terceira fase. A segunda fase, indicou, é aquela que “ainda está em curso, com a remoção das lamas no Tejo em frente a Vila Velha de Ródão”.

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