Banco de Portugal

Capacidade de financiamento da economia foi de 1,4% do PIB até fim de março

A capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,4% do PIB no ano terminado no primeiro trimestre de 2018, reflectindo a poupança das sociedades financeiras e dos particulares.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,4% do PIB no ano terminado no primeiro trimestre de 2018, refletindo a poupança das sociedades financeiras e dos particulares, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

“A capacidade de financiamento da economia refletiu a poupança financeira das sociedades financeiras e dos particulares, respetivamente de 2% e 1,4% do PIB. Esta poupança foi mais do que suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e das administrações públicas, que atingiram, respetivamente, 1,4% e 0,7% do PIB”, refere.

Segundo o BdP, os ativos financeiros líquidos dos particulares e das sociedades financeiras apresentaram um aumento homólogo de, respetivamente, 2,0 e 1,4 pontos percentuais do PIB, refletindo, para além da poupança financeira, as variações nos preços dos ativos financeiros e dos passivos.

As sociedades não financeiras, por sua vez, registaram uma redução do valor negativo dos seus ativos financeiros líquidos de 1,4 pontos percentuais do PIB, decorrente do aumento do PIB.

As administrações públicas foram o único setor a evidenciar uma redução dos ativos financeiros líquidos, tendo diminuído 6 pontos percentuais do PIB face ao período homólogo.

No final do primeiro trimestre de 2018, a economia portuguesa tinha uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -106,7% do PIB, o que compara com -105,8% do PIB registados no final do primeiro trimestre de 2017.

Nas estatísticas de emissões de títulos de dívida e de ações relativas a maio de 2018, o BdP diz que, em maio, as emissões líquidas (emissões brutas deduzidas de amortizações) de títulos por residentes totalizaram 0,9 mil milhões de euros.

“Este montante é explicado, maioritariamente, pelas emissões líquidas positivas de ações, no valor de 0,7 mil milhões de euros”, refere.

Por setor institucional, destacou-se o setor das sociedades não financeiras, com emissões líquidas positivas de 0,8 mil milhões de euros, o valor mais elevado da série desde maio de 2017.

O saldo de títulos emitidos por residentes totalizou 465,1 mil milhões de euros, reduzindo 1,4 mil milhões de euros face a abril de 2018.

“Este decréscimo deveu-se, maioritariamente, à desvalorização dos títulos de dívida das administrações públicas, no valor de 3,0 mil milhões de euros, que mais do que compensou as emissões líquidas positivas no mês”, justifica.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)