MotoGP

Miguel Oliveira sai do 15.º lugar, acaba em quarto e fica mais próximo da liderança do Moto 2

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Miguel Oliveira saiu em 15.º, subiu a nono, desceu a 12.º devido a um toque com Xavi Vierge mas aproveitou a saída de pista de Bagnaia para acabar em quarto e ficar mais perto do topo do Moto 2.

Miguel Oliveira voltou a ter uma qualificação menos conseguida mas recuperou 11 lugares com uma corrida fantástica

Getty Images

Depois da vitória em Itália e do segundo lugar na Catalunha, o GP da Holanda, no circuito de Assen, não tinha sido brilhante para Miguel Oliveira, que viu Francesco Bagnaia disparar na frente da classificação e Álex Márquez aproximar-se do segundo lugar. Dois dias depois, o português participou numa ação promovida pela GNR que visava sensibilizar para algumas técnicas de condução mais defensiva de motociclos. Aos jornalistas, e perante o apoio que recebeu por parte de todos os presentes, o jovem de Almada destacou que queria ser destacado pelas vitórias desportivas e não por ser uma figura pública.

“Futuro campeão do mundo? Espero que sim, vamos fazer por isso. Mas se pudermos hoje, com esta iniciativa, salvar uma vida ou evitar um acidente, já saímos daqui satisfeitos”, destacou, antes de explicar a crescente onda de apoio que tem vindo a sentir numa época de afirmação no Moto 2 sabendo que no próximo ano estará no principal escalão: “É um sentimento crescente. Fico muito orgulhoso quando as pessoas me abordam e acompanham, não por ser conhecido mas por ser reconhecido. Essa é a diferença e o motivo pelo qual dou muito valor às pessoas que me abordam todos os dias”.

Sobre as qualidades do piloto português, ninguém parece ter dúvidas e a proposta para subir ao Moto GP no próximo ano mostra isso mesmo. Mas há também um Miguel Oliveira cada vez mais confiante nas suas capacidades e na possibilidade de poder chegar ao primeiro lugar do Moto 2, mesmo depois da sexta posição na Holanda. E o GP da Alemanha, disputado este domingo no circuito de Sachsenring, mostrou como tudo pode mudar de uma semana para a outra.

O 15.º lugar com que terminou a qualificação não parecia abrir grandes expetativas no plano teórico em relação a um bom resultado este fim de semana. “Estamos um pouco mais longe do que gostaríamos. Tanto a equipa como eu demos tudo mas não foi suficiente para ficarmos melhor na grelha”, lamentou, sem que, com isso, “desistisse” da corrida: “Temos de nos focar na prova. Vou tentar ultrapassar o máximo possível no início para depois ficar numa posição que esteja mais próxima dos pilotos da frente”. Conseguiu com ajudas “externas” mas depois de mais uma fantástica corrida.

Com mais um arranque forte, Miguel Oliveira saltou da 15.ª posição para o nono posto ainda na primeira volta, mas teve um pequeno revés na segunda volta quando, na zona da curva 13, acabou por tocar no espanhol Xavi Vierge e desceu para o 12.º lugar. O bom início sofreu um pequeno revés, mas os acontecimentos na frente acabaram por favorecer o português: mais ou menos na mesma zona onde o piloto da KTM tinha recuado algumas posições, Mattia Pasini sofreu uma queda e obrigou o atual líder do campeonato, o também italiano Francesco Bagnaia, a sair de pista, descendo para o 26.º posto. Como se não bastasse, pouco depois também Lorenzo Baldassari, que teve um dia para esquecer na Holanda, caiu.

Oliveira apanhou-se na sétima posição e começou a abrir o livro, saltando num ápice para o quinto posto antes de travar um duelo fantástico com Marcel Schrötter, que tirava por completo o foco do líder da prova, o sul-africano Brad Binder. A oito voltas do fim, o português conseguiu subir ao quarto lugar, partindo então para o ataque ao pódio com uma diferença de quase dois segundos para o italiano Luca Marini. O português tentou marcar o ritmo, ainda se aproximou bastante mas, percebendo que Bagnaia estava muito para trás e que não conseguiria ir ao terceiro posto, aguentou a posição que lhe vale uma boa aproximação na classificação geral do campeonato de Moto 2: com a 12.ª posição de Bagnaia, Oliveira fica agora apenas a sete pontos da liderança, ao mesmo tempo que aumentou a distância em relação a Álex Márquez.

Brad Binder, que travou um interessante duelo com Joan Mir, assegurou a primeira vitória do ano, ao passo que Luca Marini, que ainda tentou chegar à traseira do espanhol, acabou no terceiro posto. Mais uma grande corrida, que terminou da melhor forma para Miguel Oliveira e com um gesto que merece registo de Mattia Pasini, que esperou pelo seu compatriota italiano Francesco Bagnaia ara pedir desculpa pela queda que o atirou para o final da classificação.

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