Em França, os novos campeões do mundo de futebol, o clube com mais pergaminhos – e maior orçamento – é o Paris Saint-Germain, ou PSG. Nas quatro linhas do clube parisiense quem manda são estrelas como o brasileiro Neymar Jr, Edison Cavani e o recém-contratado Gianluigi Buffon. São eles que o público, especialmente os fãs, querem ver a controlar a bola e, de preferência, a marcar golos pela equipa. Aliás, entre os fãs de Neymar até se pode incluir o presidente do Real Madrid, que deixou sair Ronaldo mortinho por trocá-lo pelo brasileiro que, ultimamente, se celebrizou pelas formas acrobáticas que inventa para se atirar para o chão, para tentar “sacar” uma falta.

Porém, fora das quatro linhas, quem tem a última palavra é a Oryx Qatar Sports Investments, dono do PSG, e o seu presidente, o árabe Nasser Al-Khelaifi. Foi precisamente ele a assinar um contrato com a Renault, o maior fabricante de veículos francês, que passará a ser a marca oficial do clube. Esta não é uma situação nova – por exemplo, no Real Madrid e no Barcelona, é a Audi que fornece os carros aos jogadores e restantes membros da equipa –, mas fez a Renault saltar de alegria, pois apesar do investimento representar certamente muitos milhões (valor não relevado por motivos óbvios), o retorno que necessariamente conseguirá do apoio ao maior clube gaulês compensará o investimento.

Segundo o director comercial da marca francesa, Philippe Buros, a Renault “está muito satisfeita com associação ao PSG, que contribui para a influência de Paris e de França no mundo”. Admitindo depois que “esta parceria irá beneficiar os nossos serviços comerciais em França e internacionalmente”.

Não foi anunciado se os jogadores serão obrigados a conduzir um dos modelos da Renault, uma chatice para os mais bem pagos, todos eles com colecções invejáveis, sempre com Ferrari, Lamborghini e Bentley à cabeça. O mais natural é que seja aplicada a mesma solução há muito em vigor nos dois grandes clubes espanhóis, com a entrega de um carro de serviço, que os jogadores escolhem – sempre os mais potentes e mais luxuosos –, que depois têm de utilizar nas cerimónias oficiais. Entretanto, Neymar já possui um Ferrari 458 Italia, um Maserati, vários Audi (dos seus tempos no Barcelona) e um Volkswagen, com Buffon a deslocar-se num Renault Kadjar desde que há dias chegou ao PSG.