Os funcionários públicos que forem trabalhar para o interior vão receber vários incentivos e benefícios, entre os quais mais dois dias de férias nos primeiros cinco anos, o dobro do valor em subsídios de parentalidade e abono de família e ainda a garantia de que os filhos são transferidos para uma escola junto ao novo local de trabalho, escreve o Jornal de Notícias esta segunda-feira.

As medidas estão incluídas no Programa de Valorização do Interior, que foi aprovado no sábado num Conselho de Ministros Extraordinário em Pampilhosa da Serra. Os funcionários públicos que aceitem ir trabalhar para o interior recebem ainda uma dispensa do serviço de até cinco dias antes ou depois do início de funções. No que toca às férias, os funcionários públicos nesta situação terão garantidos 11 dias úteis consecutivos de férias em simultâneo com o cônjuge ou com quem vivam em união de facto, detalha ainda o jornal.

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Segundo explicou o presidente da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, ao Jornal de Notícias, o objetivo das medidas é “incentivar a economia, com o apoio ao investimento e às empresas instaladas no interior, mas também promover a deslocação de pessoas para este território por via do emprego público“.

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Nos últimos meses, detalha o mesmo responsável, foram criados no interior do país “centenas” de novos postos de trabalho, designadamente na área das florestas, com o “reforço dos sapadores florestais, dos vigilantes da natureza, das equipas de intervenção permanente ou o reforço das equipas do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR”. Além disso, vários serviços dos ministérios da Defesa, da Agricultura e do Ambiente deverão ser transferidos para o interior.