O Ministério Público pediu prisão preventiva para quase todos os detidos do processo dos Hells Angels. Ao todo, os magistrados entendem que há razões para aplicar a medida de coação máxima a 50 detidos, admitindo a aplicação de prisão domiciliária para apenas quatro arguidos e medidas menos gravosas os restantes quatro suspeitos presentes. A proposta foi apresentada esta manhã, depois de três dias de interrogatórios, nos quais apenas 4 detidos decidiram prestar declarações. A decisão caberá, agora, à juíza de instrução, Maria Antónia Andrade.

Segundo apurou o Observador, o Ministério Público, depois de ouvidos os arguidos, pediu a prisão preventiva para 50 e prisão domiciliária para quatro outros arguidos. Só quatro arguidos foram alvo de um pedido mais leve por parte do MP, que pediu a Maria Antónia Andrade que os libertasse — obrigando-os a apresentarem-se periodicamente às autoridades policiais da sua área de residência e proibindo-os de contactar com os restantes arguidos.

Os 58 homens foram detidos na quarta-feira, numa mega-operação da Polícia Judiciária e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal em vários pontos do país. Estão indiciados por vários crimes, como associação criminosa, tentativa de homicídio, ofensa à integridade física, roubo e extorsão. Nas cerca de 80 buscas foram encontradas várias armas e outros elementos relacionados com os alegados crimes. Com as detenções, a PJ acredita ter “decapitado” a liderança de um grupo considerado “muito perigoso e extremamente violento”.

O processo tem ainda um outro suspeito, que foi detido na Alemanha a pedido das autoridades portuguesas e que será extraditado para Portugal, ao abrigo do mandado de detenção europeu. Também neste caso deverá ser pedida a prisão preventiva, quando o arguido for presente a um juiz.

(Em atualização)

As histórias que fazem dos Hells Angels “o maior e mais perigoso” grupo de motards do mundo