O Presidente da República e o primeiro-ministro de Portugal congratularam-se esta quarta-feira com os resultados da XII Cimeira da CPLP, considerando que foram dados “passos concretos” para os cidadãos, nos domínios da mobilidade, do investimento e da certificação académica.

Em declarações aos jornalistas, no final da XII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que, “para os cidadãos, sai muitíssimo” desta conferência, que qualificou como “um grande sucesso”. “Para os cidadãos sai muitíssimo, porque se abre uma perspetiva de curto prazo em termos de mobilidade. Isso é muitíssimo, porque eles querem circular. Para os cidadãos que estão empenhados nos domínios dos negócios, da economia, das finanças, sai muitíssimo, porque se abrem pistas importantes nesse domínio. Para aqueles que estão no domínio da criação cultural, vai-se mais longe, como nunca se foi”, afirmou o chefe de Estado.

Segundo o chefe de Estado, também no domínio dos oceanos “abrem-se pistas como não se tinha aberto em cimeiras anteriores”. “Se percorrermos domínio a domínio, nós temos a certeza de que, nos próximos dois anos, na vida das pessoas que querem circular, que querem vistos, que querem autorizações de residência, que querem desenvolver negócios, que querem desenvolver negócios em novas áreas, há hoje uma perspetiva de abertura de espaço económico, financeiro e social que não havia no passado”, acrescentou.

Em seguida, António Costa reforçou esta mensagem, declarando que a CPLP está a dar prioridade aos cidadãos e que “hoje é bastante consensual entre todos a necessidade de acelerar o tema da mobilidade”. “O Presidente de Angola, por exemplo, referiu-o expressamente como uma prioridade a que é preciso dar aceleração”, realçou.

O primeiro-ministro salientou igualmente os “passos concretos em matéria de investimento das empresas” e o facto de “haver uma resolução sobre a avaliação e certificação dos cursos do ensino superior, que é também um instrumento concreto para a circulação dentro do espaço da CPLP para os estudantes universitários”. “Recentrar agora a CPLP na vida das pessoas é absolutamente essencial”, defendeu.

António Costa frisou uma vez mais “o facto de todos terem acordado em dar prioridade ao tema da mobilidade”, bem como a decisão relativa à “certificação dos cursos de ensino superior, que é um passo essencial”. “Demonstra como, de facto, estamos todos hoje centrados em fazer com que a CPLP deixe de ser algo a nível dos Estados e passe a ser algo que tenha a ver com o dia a dia da vida dos cidadãos da CPLP. Isso é o essencial para dar força e vigor à CPLP no futuro”, sustentou.