Comida

Jonathan Gold, o primeiro critico gastronómico a ganhar um Pulitzer, morreu aos 57 anos

O icónico crítico gastronómico foi diagnosticado com um cancro no pâncreas no início do mês de julho. Terá sido essa doença a causa da morte.

Getty Images for SiriusXM

Jonathan Gold, o primeiro crítico gastronómico a ganhar um prémio Pulitzer (na categoria de crítica), morreu no passado sábado, aos 57 anos.

A notícia foi dada pelo The Los Angeles Times — jornal com quem Gold colaborava mais frequentemente — e refere que a causa da morte terá sido um agressivo cancro no pâncreas que lhe tinha sido diagnosticado no início de julho.

Laura Gabbert, a realizadora do documentário “City of Gold”, que conta a história do crítico norte-americano, diz que não consegue imaginar uma cidade sem ele, “tudo fica estranho, parece que ficámos sem o nosso guia”. “É uma perda tremenda, ainda não consigo meter isto na cabeça”, acrescentou.

As primeiras críticas de Gold foram publicadas no LA Weekly, tendo depois dado o salto para o Times e a Gourmet. Em 2007 venceu o Pulitzer — o mais prestigiado galardão atribuído a jornalistas — pelo trabalho realizado no LA Weekly. Em 2011 voltou a estar entre os finalistas da distinção.

“Nunca existirá outro Jonathan Gold, que será para sempre o nosso brilhante e indispensável guia do paraíso gastronómico que é a cidade de Los Angeles”, afirmou o Mayor da cidade norte-americana, Eric Garcetti. “O Jonathan ganhou prestígio mundial enquanto crítico gastronómico, mas detinha a alma de um poeta cujas palavras ajudavam leitores de todos os lados a perceber a historia e a cultura da nossa cidade”, declarou ainda.

Gold especializava-se em pequenos restaurantes, versões norte-americanas das tascas portuguesas e muitos restaurantes étnicos. Gostava de lhes chamar “restaurantes tradicionais”.

Ruth Reichl, a sua editora no Times e na Gourmet, considerava-o um pioneiro na arte de escrever sobre comida. “O Jonathan percebia que a comida podia ser essencial no processo de unir comunidades, facilitava a nossa familiriazação com ‘o outro'”, escreveu a igualmente icónica editora. “No início dos anos 80, não havia mais ninguém. Ele foi um pioneiro e mudou completamente a forma como se escreve sobre comida”.

No palmarés do norte-americano surgem também várias distinções da James Beard Foundation. Em maio recebeu o Craig Clairborne Distinguished Restaurant Review Award. As suas críticas foram compiladas num livro chamado “Counter Inteligence: Where to Eat in the Real Los Angeles”.

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