Zimbabué

ONU pede que eleições no Zimbabué se realizem num ambiente tranquilo

A ONU está preocupada com o crescente número de queixas - especialmente nas áreas rurais - sobre intimidação dos eleitores, ameaças de violência, assédio e coerção no Zimbabué.

AARON UFUMELI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos exortou esta terça-feira que as eleições no Zimbabué a realizar no próximo dia 30 sejam feitas num ambiente tranquilo e respeitando os direitos humanos e o Estado de direito.

“É encorajador ver como comícios e manifestações ocorreram de forma pacífica, assim como as modestas manifestações de otimismo por parte da sociedade civil”, disse Liz Throssell, porta-voz do gabinete encabeçado pelo alto-comissário Zeid R’aad al Hussein.

A presença de organizações internacionais de direitos humanos, da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e da Comissão de Género do Zimbabué na supervisão das eleições no campo dos direitos humanos “também é esperançosa”, acrescentou.

Ainda assim, a porta-voz salientou que o gabinete continua preocupado com o crescente número de queixas – especialmente nas áreas rurais – sobre intimidação dos eleitores, ameaças de violência, assédio e coerção, incluindo a participação forçada de pessoas em comícios políticos.

Para além disso, o gabinete da ONU alertou para o uso de linguagem depreciativa sobre as mulheres candidatas, que representam cerca de 15% dos candidatos. “Pedimos às autoridades, aos partidos políticos e seus associados que assegurem que estas eleições não sejam marcadas por esses atos, de modo a que todos os cidadãos do Zimbabué possam participar livres de medo num processo eleitoral credível”, apelou Throssell.

Nesse sentido, a representante relembrou que os partidos políticos assinaram um acordo de paz no passado dia 26 de junho sob os auspícios da Comissão Nacional de Paz e Reconciliação.

“Celebramos o empenho (de todas as partes) em promover um clima de paz e tolerância, aceitar os resultados das eleições ou desafiá-los através do devido processo legal, a abster-se de induzir o medo entre os cidadãos, de fazer campanha contra formas de violência e intimidação e resolver as diferenças através do diálogo”, acrescentou a porta-voz.

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