O mundo das patentes é uma interminável fonte de informações. A Toyota Engineering & Manufacturing North America (TEMA), por exemplo, registou uma patente que permite aos passageiros recarregar a bateria do seu veículo eléctrico sem necessidade de o ligar à corrente e até sem despender um cêntimo.

Se esta ideia lhe parece demasiado boa, é porque verdadeiramente é. E como não há almoços grátis, o fabricante japonês tem necessariamente de ter uma carta da manga. Neste caso, a cartada está no pé, ou melhor nos pés, pois o projecto da Toyota passa pelo condutor e respectivos passageiros pedalarem para meterem mais uns quilowatts no acumulador do carro.

O sistema é pressuposto funcionar em veículos autónomos, daqueles que no futuro se vão poder chamar através de uma app, para nos transportar do ponto A ao ponto B. É claro que, apesar de não existir condutor a bordo, a simples deslocação, além do custo associado ao veículo e ao serviço, tem ainda que suportar o custo da energia, pois ninguém está a pensar oferecer este serviço de boleias (hailing) em carros com motores a combustão.

Para reduzir a factura ou para, pelo menos, retirar os custos relativos à energia, a Toyota pensa dar aos clientes a possibilidade de pedalarem furiosamente, em vez de pagar os kWh inerentes à sua deslocação.

Para tal, e a fazer fé no desenho associado à patente da Toyota, o veículo está concebido para transportar quatro indivíduos, e todos têm à frente do seu assento uns pedais. Deduzimos que, para quem quiser pedalar, haverá um sistema para determinar a quantidade de energia fornecida e deduzi-la à factura. Será boa ideia? A Toyota crê que sim, pois aparentemente está convencida que há clientes para esta mistura de serviço de transporte e ginásio, num sistema de dois-em-um em que se poupa no transporte e na mensalidade do ginásio.