Os atentados levados a cabo por bombistas suicidas em diferentes pontos de Soueida, no sul da Siria, provocaram, pelo menos, 220 vítimas mortais, de acordo com o mais recente balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos. O ataque desta quarta-feira, reivindicado pelo Estado Islâmico (EI), é o mais mortífero desde o início do conflito sírio.

As explosões terão envolvido quatro bombistas, que atacaram locais da província detidos pelas forças sírias ao amanhecer. Um dos terroristas fez-se explodir perto de um mercado na cidade de Soueida. Houve ainda explosões em aldeias a norte e a oeste de localidade.

Das 156 vítimas mortais, 127 eram civis. Mais de 90 eram combatentes leais ao regime do Bashar al-Assad. Terão também morrido 21 militantes do Exército Khaled bin Walid, ligado ao EI.

Segundo o Observatório Sírio, há ainda dezenas de feridos, e os jihadistas poderão ainda ter raptado moradores de populações próximas às áreas desérticas sob o seu controlo na província de Soueida, para onde terão levado os sequestrados.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O ataque foi reivindicado pelo EI, que anunciou que os “soldados do califado” atacaram posições do governo sítio e postos de segurança na cidade de Soueida e detonaram os seus cintos de explosivos.

Os confrontos violentos ainda continuam entre as forças de Damasco e os jihadistas ao norte de Soueida, onde as tropas sírias e os seus aliados conseguiram avançar contra seus inimigos, que nas últimas horas entraram em povoações como Al-Matuna, Duma, Al-Shibki, Al-Shuraihi e Taima.

A agência oficial de notícias síria Sana não detalhou o número de mortos ou de feridos, mas garantiu que as unidades do exército repeliram os ataques lançados pelos terroristas do EI nesses locais.

Artigo atualizado às 23h52