O novo Q3 parte a loiça no que respeita aos SUV da Audi. Cresce consideravelmente, o que lhe permite passar a usufruir de vantagem sobre os concorrentes directos, o BMW Série 1, Mercedes GLA e Volvo XC40 ou Range Rover Evoque. À bitola superior, a segunda geração do SUV alemão alia uma estética diferente, mais moderna e mais robusta, em linha com o Q8, com destaque para uma grelha mais agressiva e de maiores dimensões.

De fita métrica em punho, é fácil perceber que o novo Q3 é substancialmente maior do que o seu antecessor. Com 4,485 metros de comprimento, 1,849 m de largura e 1,585 m de altura, o Q3 de 2018 é, em relação ao modelo de 2011 (que sofreu um ligeiro restyling em 2014), maior 9,7 cm em comprimento, 1,8 cm em largura e apenas 5 mm em altura. Importante ainda é o incremento de 7,7 cm na distância entre eixos, pois é esta que determina o espaço para o habitáculo, que aumenta de forma generosa, a ponto de lhe permitir bater os concorrentes directos.

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Até a mala, que agora disponibiliza 530 litros, cresce de forma evidente em relação à geração anterior, que anunciava 460 litros, o que lhe permite bater os concorrentes directos: Mercedes GLA (421), Volvo XC40 (460) e BMW X1 (505).

Ao serviço do novo Q3 vão estar quatro motores, em que dois são a gasolina e um a gasóleo, com a Audi a revelar pouco dados em relação às mecânicas. Sabe-se que vão fornecer potências entre 150 e 230 cv, com obviamente o motor 1.5 TSI a ser aquele que vai equipar a versão mais acessível e menos possante.  Surgirá necessariamente uma versão 2.0 TSI a gasolina, com 230 cv, deixando a unidade a gasóleo, também 2.0, a fornecer 150 ou 190 cv (muito provavelmente ambas).

O quarto motor, que a marca não especifica, poderá ser um e-tron, ou seja um híbrido plug-in, que certamente recorrerá ao motor a gasolina 1.5 TSI EVO, de 130 cv, que foi originalmente concebido para estar associado a soluções eléctricas. Neste caso, estará acoplado a um motor eléctrico e uma bateria cuja capacidade deverá rondar 10 kWh, numa solução similar à utilizada pelo actual A3, mas trocando o motor 1.4 TSI, que vai ser descontinuado, pelo mais moderno 1.5 TSI EVO. Isto deverá garantir um consumo anunciado abaixo dos 2,0 litros e uma (consequente) vantagem em matéria de impostos.

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