Em outubro de 1967, o Financial Times acrescentou uma nova página à habitual edição de sábado. Em letras pequenas no topo da página, o jornal anunciava um “guia para a boa vida”. A nova secção chamava-se How to Spend It – em português, como o gastar. Na altura, o Financial Times aproveitava a página para apresentar novos produtos de luxo que só estavam à mercê de alguns; e esses alguns, no Reino Unido dos anos 60, eram muito poucos. Os bens recomendados eram, por exemplo, um sistema de aquecimento central ou uma nova máquina de café elétrica.

51 anos depois, o mundo mudou. 1% da população mundial controla mais de metade da riqueza do mundo. E é para esse 1% que o Financial Times mantém, meio século depois, a secção How to Spend It. Desde caixotes do lixo a mais de 900 euros até raquetes de ténis de mesa da Tiffany & Co, os itens são variados, mais ou menos úteis e até surpreendentes (a lista inclui um balde para gelo que custa mais de 300 euros).

O Financial Times recomenda aos leitores que fazem parte deste 1% da população mundial objetos do dia a dia, joalharia, tecnologia – como uns earphones tradutores – e até produtos de que só mesmo eles próprios poderão, eventualmente, precisar, como é o caso de uma mola para notas. A lista inclui ainda vários objetos da marca portuguesa Vista Alegre, como garrafas de uísque ou conjuntos de chávenas.

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