Líderes de cinco partidos políticos de centro do Brasil oficializaram esta quinta-feira o seu apoio ao ex-governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin na candidatura às presidenciais de outubro. O bloco composto pelo Democratas (DEM), Partido Progressista (PP), Partido da República (PR), Partido Republicano Brasileiro (PRB) e Solidariedade chegou a negociar com outros candidatos, mas decidiu apoiar Alckmin.

Embora a candidatura de Alckmin ainda tenha que ser formalizada numa reunião do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) marcada para 4 de agosto, o ex-governador surge como um nome forte na corrida, porque o apoio destes cinco partidos lhe dará mais tempo de propagando eleitoral na televisão do que os restantes candidatos que venham a formalizar a entrada na eleição.

Escândalos de corrupção e uma grave crise económica estão entre os fatores que indicam que as próximas presidenciais brasileiras deverão ser as mais disputadas dos últimos anos. Por isso mesmo os candidatos que já indicaram os seus nomes para o escrutínio têm vindo a esforça-se no sentido de costurar alianças.

Já lançaram candidatura ao cargo de Presidente do Brasil o deputado ligado à extrema-direita Jair Bolsonaro, que lidera em alguns cenários ou aparece em segundo lugar nas sondagens de intenção de voto, e o ex-governador do Estado do Ceará, Ciro Gomes, que ocupa a quarta posição na preferência dos eleitores. Ambos, porém, não conseguiram formalizar alianças com partidos que não terão nomes próprios na votação presidencial e que ainda tentam alargar as suas bases de apoio.

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O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as sondagens, mas está preso após ter sido condenado em duas instâncias da Justiça brasileira dificilmente terá a campanha aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, mas irá oficializar sua candidatura pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no dia 4.

A ambientalista Maria Silva, que também deve oficializar a sua candidatura no mesmo dia, aparece em terceiro lugar nas sondagens de intenção de voto, mas, tal como Bolsonaro e Ciro Gomes, não tem o apoio de outras formações além da sua, a Rede Sustentabilidade.

Os outros candidatos que formalizaram campanha nas presidenciais são o líder do movimento Sem Teto Guilherme Boulos, o economista Paulo Rabello de Castro PSC e a ativista sindical Vera Lúcia.