Cristiano Piccini reforçou o Valência abandonando o Sporting a troco de oito milhões de euros para os cofres de Alvalade, mas, no regresso a Espanha (o lateral direito tinha representado o Betis antes de ingressar nos leões) mostrou que os incidentes ocorridos a 15 de Maio na Academia de Alcochete vão ser difíceis de ultrapassar.

“Foi tudo muito rápido. Estávamos a mudar de roupa no balneário, a calçar as botas para ir para o campo. De repente, começámos a ouvir gritos, insultos que não posso repetir. Entraram umas 40 ou 50 pessoas no balneário, todas encapuçadas, a atirar petardos. Bateram em alguns, noutros não. Não durou nem cinco minutos, mas parecia toda uma vida“, confessou o defesa italiano, em declarações ao jornal Marca.

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Piccini, que realizou 40 jogos com a camisola do Sporting na época passada, admite que os resultados não foram os desejados, mas não encontra justificação para o sucedido. “Não se percebe. A temporada não foi espetacular, mas tínhamos ganho um título, tínhamos a final da Taça de Portugal na semana seguinte e tínhamos estado bem nas competições europeias. Perdemos com o Marítimo e ficámos fora da Liga dos Campeões. Percebo que os resultados são importantes, mas comportar-se assim não é de seres humanos, é de criminosos“, explicou.

O lateral direito revelou ainda ter melhorado a sua capacidade defensiva às ordens de Jorge Jesus, técnico que também deixou o Sporting, para rumar aos árabes do Al-Hilal. “Em Portugal, a maneira de entender o futebol do treinador Jorge Jesus era mais defensiva e ajudou-me a melhorar nesse aspeto. Depois há a parte ofensiva, que acho que nunca me faltou. Tenho de melhorar, sobretudo nos últimos metros, mas com as ideias do treinador do Valência creio que posso dar um salto no meu futebol”, concluiu Piccini, que no Valência irá encontrar o português Rúben Vezo e estará às ordens do técnico espanhol Marcelino Toral.