Pedro Abrunhosa e a Orquestra Sinfónica do Porto atuam, no sábado, em Matosinhos, num “concerto inédito”, onde o músico vai apresentar canções do novo álbum para juntar aos seus temas mais conhecidos.

O concerto, que tem lugar às 22h na Praça Guilhermina Suggia, em Matosinhos, no distrito do Porto, vai ser, para Pedro Abrunhosa, “o resultado final de uma belíssima simbiose de poesia”. “É um espetáculo muito particular, porque une duas vertentes que geralmente não se encontram, a vertente mais pop, de escritor de canções em português, com uma vertente mais elaborada, neste contexto de orquestra sinfónica”, salientou o músico aos jornalistas durante um ensaio do concerto que decorreu esta sexta-feira, na Casa da Música, no Porto.

Pedro Abrunhosa acrescentou que é “um concerto feito para as pessoas cantarem, participarem e para que o público faça parte do coro”, afirmando que “estão reunidos os ingredientes para uma grande noite”.

Sem querer avançar muito sobre o novo álbum que sai em outubro, o artista revelou que “o disco já está pronto há uns meses” e que está ansioso pelo lançamento. “Está prontíssimo, é como um avião a jato que está com os motores a trabalhar na pista à espera da autorização para levantar”, referiu.

Entre as 15 canções que Pedro Abrunhosa e a Orquestra Sinfónica do Porto vão apresentar estão músicas conhecidas, como “Tudo o que eu te dou” ou “Se fosse um dia o teu olhar”, a que se vão juntar duas novas. “Vamos aproveitar para tocar uma das canções novas, que se chama ‘Vem ter comigo aos Aliados’, o que é simbólico, sendo que aqui os Aliados representam uma metáfora de espaço público, de celebração, de festa nacional e internacional e não necessariamente de espírito bairrista. As praças são os sítios poéticos onde as cidades se encontram, onde o amor se faz e, portanto, esta é uma canção que me vai dar algum gozo tocar”, explicou.

O cantor e compositor elogiou os arranjos de Pedro Moreira, considerando-os “sublimes”, e frisou que em conjunto com a orquestra dirigida pelo maestro Baldur Brönnimann as músicas ganharam “uma nova vida e transparência, diferente do que se ouve no disco”.

Baldur Brönnimann frisou que este concerto é “uma grande oportunidade” para a orquestra, por considerar que “tocar com músicos como o Pedro Abrunhosa é o que se deve fazer como orquestra”. “As músicas escolhidas funcionam muito bem com a orquestra, porque algumas são mais líricas e temos alguns solos de instrumentos e as músicas com mais ritmo também estão cheias de acordes”, afirmou.

O maestro referiu que esta é uma oportunidade para “mostrar o quão divertido é tocar este tipo de música” e de “mostrar a orquestra de uma perspetiva diferente da usual”, esperando muito público no concerto que tem entrada livre.

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