O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) anunciou esta sexta-feira que rejeitou o pedido de recurso de Jérôme Valcke, ex-secretário geral da FIFA, confirmando a sua suspensão de 10 anos do organismo máximo do futebol por corrupção.

O ex-diretor de marketing e secretário geral da FIFA tinha interposto recurso contra a suspensão de 10 anos aplicada pela FIFA a 28 de fevereiro de 2017, mas o TAS concluiu agora que “as infrações cometidas por Jérôme Valcke foram cumulativamente graves e, por consequência, as sanções foram proporcionais”.

O francês, de 56 anos, é acusado de ter participado na venda ilegal de ingressos para o Mundial2014 e de ter feito viagens pagas pela FIFA para usufruto pessoal.

Antigo braço direito de Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, também suspenso por seis anos, de uma pena inicial de oito, Jérôme Valcke foi condenado pelo Comitê de Ética da FIFA a 12 anos de suspensão de quaisquer atividades relacionadas com a modalidade em fevereiro de 2016, mas viu a sentença ser reduzida para 10 anos em recurso.

Valcke, juntamente com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e CEO da beIN Media, está também envolvido num processo criminal por “corrupção privada” de atribuição dos direitos dos media nos Campeonatos do Mundo de futebol.