Pelo menos 9.800 pessoas, entre civis sírios e combatentes rebeldes, foram deslocadas das regiões do sul de Deraa e Al-Quneitra para o norte da Síria, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O último comboio, com dez autocarros que transportavam 450 pessoas deslocadas, chegou na província de Hama, no centro do país, rumo ao seu destino na região norte de Idleb, o último reduto rebelde na Síria, de acordo com a organização não-governamental (ONG).

Estes deslocados rejeitaram o acordo de capitulação entre opositores e forças leais a Damasco, alcançado depois de quase um mês de ofensiva do Governo para retomar o sul do país.

O acordo, que foi mediado pela Rússia, estipulou que aqueles que rejeitassem o acordo seriam deslocados para o norte da província de Idleb, para onde foram transferidos rebeldes e islâmicos de outras áreas conquistadas pelas tropas do Presidente Bashar al-Assad.

Por outro lado, o Observatório informou que a luta continua entre tropas do Governo e o grupo jihadista Exército Khaled bin Walid, ligado ao grupo Estado Islâmico (EI), na bacia do rio Yarmuk, no sudoeste da província de Deraa.

De acordo com cálculos da ONG, o grupo jihadista perdeu a maior parte do território que controlava e agora só tem sete locais sob seu domínio, em zonas na fronteira com a Jordânia e com as Montanhas de Golã ocupadas por Israel.