Depois do hatch, a berlina. A Mercedes já tem o CLA, que irá ser renovado em breve, mas entendeu que havia espaço para uma versão de três volumes do novo Classe A e aí está ela. Deverá surgir aos olhos do público, pela primeira vez, no Salão de Paris, depois de ter sido lançado inicialmente como versão de distância entre eixos longa exclusiva do mercado chinês.

Posicionando-se como a proposta de entrada na gama de sedans do construtor de Estugarda, o novo Classe A Limousine deverá chegar ao mercado no início do próximo ano, havendo contudo a preocupação de não “roubar” vendas ao Classe C, nem ao CLA. E isso é evidente porque com uma distância entre eixos mais curta, o A Limousine perde 6 cm no comprimento total (4,55 metros) face à versão exclusiva do mercado chinês, o que o deixa longe (14 cm) do Classe C. Já em relação ao CLA, as vantagens são evidentes em termos de habitabilidade e de funcionalidade, pois não só o acesso aos lugares de trás é facilitado, fruto do perfil menos inclinado que o coupé, como no interior os ocupantes usufruem de um maior conforto, com a Mercedes a garantir que este modelo “está no topo do seu segmento” no que toca ao espaço para a cabeça (944 mm). A bagageira tem capacidade para 420 litros, perdendo para o rival A3 sedan (425 l) e também para o CLA, capaz de acomodar mais 50 litros de carga e em relação ao qual é 81 mm mais curto, 19 mm mais largo e 14 mm mais alto.

Com 1,80 m de largura, 1,45 m de altura e uma distância entre eixos de 2,73 m, a berlina Classe A segue a estética do hatchback, excepção feita (claro) a partir do pilar B, com o tejadilho a inclinar-se suavemente e a traseira a enfatizar a largura, sem contudo ser tão saliente quanto a do CLA coupé.

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Segundo a marca, “o novo Classe A Limousine tem o mais reduzido coeficiente aerodinâmico de todos os veículos de produção” (0,482), o que é conseguido graças à área frontal de 2,19 m², mas também com o recurso a melhor isolamento, jantes e pneus mais aerodinâmicos e optimização dos spoilers, à frente e atrás. Mas ainda que o Cx de 0,22 seja claramente um indicador favorável a consumos mais baixos, não deixa de ser verdade que é complicado comparar este dado entre marcas, pois cada uma o mede de acordo com os seus critérios e o resultado depende ainda do túnel de vento onde é efectuada a medição…

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Passando ao interior, temos praticamente um decalque do dois volumes, sendo de destacar o sistema MBUX com três opções compostas por dois displays: dois de 7 polegadas, um de 7” e outro de 10,25”, ou dois de 10,25”. Em termos de assistência à condução, tal como no hatch, encontram-se sistemas herdados do Classe S, o que permite ao Classe A oferecer condução semiautónoma, em determinadas condições.

No capítulo das motorizações, as versões de entrada do A Limousine vão estar equipadas com o A200 a gasolina de 163 cv (consumos combinados de combustível: 5,4-5,2 l/100 km, emissões combinadas de CO2: 124-119 g/km) ou com o A180 diesel de 116 cv (consumos combinados de combustível: 4,3-4,0 l/100 km, emissões combinadas de CO2: 113-107 g/km), ambos acoplados a uma caixa 7G-DCT de dupla embraiagem.