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Moçambique

PGR moçambicana diz que casos de tráfico de crianças escapam às autoridades

A Procuradoria-Geral da República de Moçambique alertou que muitos casos de tráfico de crianças não chegam ao conhecimento das autoridades.

Lusa/LUSA

A Procuradoria-Geral da República de Moçambique alertou que muitos casos de tráfico de crianças não chegam ao conhecimento das autoridades, defendendo a necessidade de um esforço coletivo para o combate a este crime.

A procuradora-geral adjunta da República, Amabélia Chuquela, disse, em entrevista ao Diário Notícias, que as autoridades detetaram quatro casos de tráfico de crianças no primeiro semestre deste ano contra cinco de igual período do ano passado. “Estes números são insignificantes para aquilo que nós estamos conscientes de que está a acontecer no país. Julgamos que ainda não estão a ser identificados todos os casos de tráfico”, declarou Amabélia Chuquela.

A procuradora adiantou que uma das crianças traficadas no primeiro semestre deste ano foi entregue pelos pais a um credor como forma de pagamento de dívida, uma foi para exploração sexual e duas para exploração laboral.

“Temos a plena consciência de que muitos casos ainda estão a escapar ao conhecimento das autoridades. O crime de tráfico é muito complexo, multifacetado e dinâmico”, declarou Chuquela.

A procuradora-geral adjunta da República afirmou que o tráfico interno envolve crianças que são levadas das zonas rurais para as cidades, onde são forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. Por outro lado, adiantou, crianças moçambicanas são levadas do país para a África do Sul, onde também são vítimas de abusos.

“Os maiores recrutadores de vítimas do tráfico de pessoas para a África do Sul são cidadãos moçambicanos. Muitos deles vivem e estão estabelecidos na África do Sul, mas regressam ao país com o propósito de aliciar e levar pessoas da própria família ou conhecidas”, acrescentou Amabélia Chuquela.

A procuradora acrescentou que o tráfico de crianças pelas fronteiras moçambicanas é facilitado pela corrupção nos funcionários do Estado. “Tem havido casos de facilitação de saída ou entrada de menores desacompanhados dos pais ou encarregados de educação”, afirmou.

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