Quando os primeiros veículos chineses chegaram ao mundo ocidental, a qualidade era miserável, um pouco à semelhança da estética e da tecnologia a que recorriam. Mas já lá vão uns anos e, desde então, a evolução dos fabricantes foi notável, conseguida nem sempre de forma transparente ou a respeitar as regras. Ainda estão longe dos piores europeus ou americanos, mas caminham a passos largos para atenuar essa diferença.

Mas mesmo que os veículos chineses melhorem, há outros factores a ter em conta no momento de escolher um futuro automóvel. Da imagem da marca à tradição do construtor, tudo conta no momento de assinar o cheque e, neste domínio, os produtores orientais ainda têm muito para evoluir. No entanto, há sempre as compras racionais, aquelas em que a imagem ou reputação do emblema conta pouco ou nada e os factores que decidem são mais palpáveis, como o preço, as garantias e o custo de utilização.

Para determinar a predisposição dos potenciais compradores ocidentais em adquirir veículos chineses, a Autolist realizou um inquérito no mercado americano para saber quem admitia comprar, ou não, um carro fabricado na China. De salientar que o condutor americano é muito menos sensível à imagem da marca do que o seu congénere europeu, uma vez que nos EUA o que dita na esmagadora maioria das vezes a escolha, é o value for money, o que favorece cada vez mais os carros chineses.

Caso fossem carros chineses produzidos nos EUA, para evitar o efeito negativo da importação, 35% não pensavam comprar, contra 28% que ponderariam avançar para a compra. Num estudo que envolveu a opinião de 1.565 indivíduos, surgiram como razões para não comprar um carro chinês a fiabilidade (24%), seguida da segurança (21%), encerrando o top 3 dos motivos a ausência de rede para a venda e assistência.

Os clientes mais inclinados a comprar um automóvel chinês são os condutores que actualmente têm carros sul-coreanos, com os que possuem carros americanos a serem os que mais provavelmente optam por não avançar com a aquisição. Curiosamente, 29% dos que conduzem um veículo europeu ponderariam comprar um automóvel concebido na China, enquanto 34% não estavam decididos e 37% respondem com um categórico ‘não’. Questionados sobre os motivos para materializar a compra, 40% admitiu ser sensível ao preço baixo, para 18% afirmarem ser motivados pela tecnologia e 15% pela segurança. Resta saber quando se realizará um destes inquéritos em solo europeu, idealmente em Portugal, para medir o pulso aos consumidores do Velho Continente.

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