O hospital Amadora Sintra teve autorização para lançar um concurso para médicos tarefeiros, que são profissionais contratados em regime de prestação de serviço, na sequência da ameaça de demissão de chefes de equipa.

O hospital Amadora Sintra teve autorização para lançar um concurso para médicos tarefeiros para os blocos de parto, disse esta quarta-feira à Lusa fonte oficial da administração, na sequência da ameaça de demissão de chefes de equipa.

Os médicos tarefeiros são profissionais contratados em empresas em regime de prestação de serviço. Fonte oficial da administração considerou em declarações à Lusa que esta contratação irá resolver o problema das queixas dos chefes de equipa que ameaçaram demitir-se uma vez que uma das suas queixas principais é a falta de meios humanos.

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Os chefes de equipa de ginecologia e obstetrícia do hospital Amadora-Sintra ameaçaram demitir-se dentro de duas semanas se não forem resolvidos os problemas identificados, como as condições de assistência na urgência.

Numa carta, a que a agência Lusa teve acesso, os profissionais consideram que “as atuais condições de assistência no serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia do hospital Fernando Fonseca ultrapassaram, em várias das suas vertentes, os limites mínimos de segurança aceitáveis para o tratamento dos doentes críticos que diariamente a ele recorrem”.

Sindicatos exigem recomposição de equipas de obstetrícia do Amadora-Sintra

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, confirmou à agência Lusa que esta carta foi esta quarta-feira entregue à administração do hospital e adiantou que os internos desta especialidade do hospital Fernando Fonseca assinaram também uma minuta em que dão conta de que se recusarão a fazer mais do que as 200 horas de urgência por ano a que estão obrigados.

A Ordem dos Médicos anunciou também esta quarta-feira que vai visitar na próxima semana o hospital Amadora-Sintra após a ameaça de demissões dos chefes de equipa de obstetrícia, mas o bastonário avisou que as dificuldades daquela unidade são transversais a muitos hospitais.

A situação não é exclusiva do Amadora Sintra e é transversal a muitos hospitais do país”, declarou à agência Lusa o bastonário Miguel Guimarães.

A Ordem está preocupada com o cumprimento do rácio dos especialistas e com a dotação das equipas de ginecologia e obstetrícia, sobretudo em serviço de urgência.

O bastonário indicou que o colégio de especialidade de ginecologia e obstetrícia vai elaborar um documento a enviar ao Ministério da Saúde a alertar para as regras que têm de ser cumpridas quanto à formação de equipas.

Neste documento, que vai ser depois tornado público, vão ser ainda identificadas algumas situações mais problemáticas em várias unidades do país.