Angola

Renamo condiciona desarmamento à assinatura de memorando de entendimento

A Renamo disse que ainda não entregou a lista dos militares que quer ver nos postos de comando das Forças de Defesa e Segurança, condicionando a operação à assinatura de um memorado de entendimento.

RICARDO FRANCO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Renamo disse hoje que o partido ainda não entregou a lista dos seus militares que quer ver nos postos de comando das Forças de Defesa e Segurança, condicionando a operação à assinatura de um memorado de entendimento. “Ainda não foram entregues as listas”, declarou o coordenador interino da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, Osssufo Momade, em entrevista ao semanário Canal de Moçambique.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, no dia 11 de junho, em conferência de imprensa, que tinha chegado a entendimento com Ossufo Momade, para que a Renamo entregasse, num prazo de dez dias, a lista dos oficiais do seu braço armado que quer ver integrados nas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

Nyusi fez o anúncio na companhia de Momade, após uma reunião entre os dois líderes na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique. Na entrevista divulgada hoje, Ossufo Momade diz que a entrega da lista deve ter como pressuposto a assinatura de um memorando de entendimento, ato que ainda não aconteceu.

“Havíamos combinado [com o Presidente da República] a elaboração de um memorando de entendimento, acontece que a elaboração desse memorando de entendimento ainda não terminou”, declarou o coordenador interino da Renamo. O coordenador interino do principal partido da oposição apontou que a questão do desarmamento da guerrilha da organização poderá ser encerrada até outubro.

Ossufo Momade assinalou igualmente que a Renamo exige a reintegração dos oficiais do partido que estão nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), em paralelo com a incorporação dos que ainda estão no braço armado da organização. “Não se trata de uma nova exigência, isso sempre esteve claro. Nós queremos que aqueles que estão dentro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique sejam reenquadrados”, frisou Ossufo Momade.

O coordenador interino da Renamo disse que o partido exige ainda a presença dos seus quadros nos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), acusando os serviços secretos de envolvimento na morte de membros dos partidos da oposição e vozes críticas ao Governo da Frente de Libertação de Moçambique. “Não há nenhuma confiança com este SISE, se a Renamo não estiver lá, nada terá sido feito”, declarou.

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