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Um ataque informático obrigou na passada terça-feira a cidade de Matanuska-Susitna, no Alasca, nos Estados Unidos, a ficar temporariamente sem 500 computadores e 120 servidores. Enquanto o problema é resolvido, tudo indicava que a cidade ia parar, mas surgiu um herói improvável e à moda antiga: a máquina de escrever.

Enquanto uma equipa especializada tenta recuperar os sistemas, os trabalhadores retiraram as máquinas de escrever que estavam nos armários e começaram a utilizá-las para realizarem as tarefas diárias. Uma coordenadora comercial, Lisa Reeve, disse que a relíquia dos anos 80 que voltou à sua secretária manteve o escritório a funcionar.

“Há algumas coisas que precisamos de ter feito, como por exemplo formulários que necessitamos de recriar e como não os podemos imprimir estamos a pegar em formulários antigos e a escrever a informação nas máquinas, para depois fazer cópias”, explicou a coordenadora ao KTVA, um jornal local, acrescentando que tem sido um desafio voltar a trabalhar em máquinas de escrever, pois “as pessoas tornaram-se muito dependentes dos computadores”.

Os hackers entraram nos computadores e servidores de email de vários funcionários e instalaram softwares para assumirem o controlo dos sistemas, obrigando, de seguida, a que as pessoas tivessem que pagar para reaver os seus dados. John Moosey, responsável pelos assuntos administrativos da autarquia, declarou o ciberataque um “desastre”, de acordo com uma declaração da diretora de assuntos públicos, Patty Sullivan, citada pelo The Washington Post.

“O grupo que estamos a enfrentar que desencadeou este ataque em particular é um grupo muito bem organizado, e eles estão a utilizar as ferramentas mais sofisticadas e causaram muitos danos”, disse o diretor de TI da cidade, Eric Wyatt.

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