Os restos mortais de dezenas de soldados norte-americanos que combateram durante a Guerra da Coreia, devolvidos na semana passada por Pyongyang, chegaram quarta-feira aos Estados Unidos da América (EUA), 65 anos após o fim do conflito.

A base de Pearl Harbor-Hickam, no Havai, acolheu uma cerimónia que serviu para receber os restos mortais enviados pela Coreia do Norte, na qual marcaram presença familiares das vítimas e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

“Alguns chamaram ao conflito de “guerra esquecida”, mas hoje [quarta-feira] nós temos a prova de que esses heróis nunca foram esquecidos”, disse Mike Pence. “O meu pai, o tenente Ed Pence, lutou na Guerra da Coreia”, afirmou. “Ele voltou com uma medalha no peito, mas o meu pai, que nos deixou há 30 anos, sempre nos disse que os verdadeiros heróis foram aqueles que não voltaram para casa”, acrescentou o governante.

A Coreia do Norte entregou mais de 55 contentores contendo restos mortais de militares norte-americanos que combateram na Guerra da Coreia (1950-1953), após um acordo alcançado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong-un na histórica cimeira de junho em Singapura. O processo de identificação deve levar pelo menos alguns meses, se não anos, afirmaram especialistas.

O presidente Donald Trump já agradeceu ao homólogo norte-coreano. “Obrigada ao Presidente Kim Jong Un por manter a sua palavra e iniciar o processo de enviar para casa os nossos grandes e amados soldados caídos, de quem a falta é muito sentida! Não estou de todo surpreendido que tenha tomado esta ação bondosa. Além disso, obrigada pela simpática carta – espero ansiosamente vê-lo em breve!”, escreveu no Twitter.