O espanhol Raúl Alarcón, da W52-FC Porto, é o novo camisola amarela da Volta a Portugal, depois de vencer, este sábado, a terceira etapa da prova, ao completar o percurso que uniu a Sertã a Oliveira do Hospital em 4:43.00. O vencedor da edição passada da Volta levou a melhor sobre Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano) e Jóni Brandão (Sporting-Tavira), com 30 e 42 segundos de avanço sobre o segundo e terceiro classificados deste percurso de 177,8 quilómetros.

Na véspera de uma quarta etapa que não vai contar com a subida à Torre, o espanhol subiu ao primeiro posto da classificação geral, destronando Rafael Reis (Caja Rural), que vinha mantendo a camisola amarela desde o prólogo.

Esta foi mais uma etapa marcada pelo calor que se fez sentir durante todo o percurso, com as dificuldades de hidratação a fazerem-se notar em vários atletas, como o caso de Mario González, do Sporting-Tavira, que se viu obrigado a abandonar a etapa devido a limitações físicas. No início do percurso, foram muitas as tentativas de fuga de alguns ciclistas, facilmente anuladas pelo resto do pelotão.

Com menos de 15 quilómetros para o fim da etapa, Raúl Alarcón atacou e não mais parou. O compatriota Vicente de Mateos e o português Jóni Brandão tentaram alcançar o espanhol do W52-FC Porto, mas em vão. Ainda assim, a chegada a Oliveira do Hospital foi um momento emocionante nesta Volta, com o vencedor da anterior etapa, Vicente de Mateos, a responder até ao limite das suas forças, seguido pelo corredor do Sporting-Tavira e por Edgar Pinto (Vito-Feirense) e Henrique Casimiro (Efapel), que fecharam os cinco primeiros lugares da classificação desta terceira etapa.

Esta era uma etapa especial, só por si, que visava homenagear as vítimas dos incêndios de 2017. A etapa Vida, como foi denominada pela organização, passou por parte dos concelhos afetados pelos incêndios e contou com um espetador atento: Marcelo Rebelo de Sousa cumpriu uma promessa feita em Maio e assistiu à chegada desta terceira etapa.