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Mercado Imobiliário

Estudo alemão alerta para novos riscos de bolha especulativa no imobiliário em Portugal

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Subida acentuada dos preços e rendas no mercado imobiliário nos últimos dois anos faz regressar fantasma da bolha especulativa. Economistas alemães lançam novo alerta, incluindo Portugal na lista.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O instituto alemão de investigação económica DIW lançou um novo alerta sobre o risco de bolha especulativa nos preços do imobiliário em Portugal. Não é o primeiro aviso — tanto FMI como o Banco de Portugal e a CMVM já alertaram para esse perigo — e também não é um caso isolado: segue uma tendência que já se verifica em vários países europeus e da América do Norte, realça o estudo citado pelo Público na sua edição de hoje.

Recordando o que se passou há exatamente uma década, quando a falência do Lehman Brothers acendeu o rastilho para o rebentamento da bolha imobiliária nos EUA, o estudo da entidade alemã destaca que se regista uma nova subida de preços no imobiliário que pode ter consequências semelhantes ao que se verificou em 2008. Para chegar a essas conclusões, o DIW reuniu dados de 20 países da OCDE para poder comparar o valor das rendas e o preço dos imóveis.

Com base nesse critério, se o preço a que são feitas as transações começar, de forma muito acentuada, a subir mais rápido do que o valor das rendas, abandonando o nível de equilíbrio,há um primeiro sinal de alarme que pode antecipar uma situação insustentável. Além disso, os economistas do DIW levam em conta ainda outros indicadores, como o nível das taxas de juro, o crescimento da economia ou o crescimento da população, para os quais existem correlações históricas significativas com a ocorrência de bolhas especulativas imobiliárias, explica o jornal.

No caso específico de Portugal, os economistas do DIW identifica a criação de uma bolha a partir de 2016, ano a partir do qual os preços têm vindo subir de forma acentuada. O problema, justificam, é que esse aumento do valor dos ativos imobiliários não está a ser acompanhado por um aumento proporcional dos rendimentos que se poderia retirar das rendas. Isto significa que, se alguém está disposto a pagar preços mais elevados, então está a especular face a futuros aumentos de renda ou valor dos imóveis. Um cenário que, tal como há dez anos, se parece repetir em vários, além de Portugal — é o caso dos EUA, Alemanha e Reino Unido ou Suécia.

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