China

Airbnb. Protestos travam concurso que oferecia uma noite na Grande Muralha da China

A plataforma de alugueres de curta duração tinha organizado um concurso cujo vencedor podia dormir no monumento Chinês. Face a uma onda de descontentamento, a ideia caiu por terra.

Alberto Frias/LUSA

A plataforma de aluguer temporário de casas de férias Airbnb desistiu da ideia de criar um concurso onde os vencedores poderiam passar uma noite numa das antigas torres da Grande Muralha da China. Na origem da decisão está a onda de protestos que começaram a circular pela internet, levados a cabo por uma grande franja do povo chinês que estava preocupada com a probabilidade de se danificar um dos mais importantes monumentos nacionais.

“Apesar de existir um acordo que serviu de base para o anuncio deste concurso, nós respeitamos profundamente o feedback que temos recebido”, afirmou a empresa num comunicado oficial. “Decidimos não avançar com esta ideia e, em vez disso, estamos a trabalhar no sentido de organizar outras experiências e iniciativas que promovam a China enquanto destino turístico”.

Na declaração inicial sobre este concurso, o presidente da Airbnb China, Nathan Blecharczyk, afirmou que a empresa trabalhou com vários historiadores e especialistas em conservação de Pequim no projeto. O comunicado incluía ainda imagens de um quarto, em tudo semelhante a um hotel, montado numa das torres. O concurso em questão visava promover o turismo sustentável neste país asiático.

A Grande Muralha tem quase 21 mil quilómetros de extensão e mais de 2000 anos. Apesar de muitos segmentos da muralha já terem sido restaurados, por causa dos turistas, — alguns deles até já estão rodeados de restaurantes de fast-food, um teleférico e até um percurso de tobogã –, muitos segmentos continuam num estado bastante frágil, tendo alguns já caído na degradação acentuada. O estado da muralha tem sido um assunto muito discutido na China, onde a importância patrimonial desta construção é incomensurável.

Numa declaração oficial, a Comissão de Assuntos Culturais do distrito de Yanqing, em Pequim — que está responsável pela secção da muralha que o Airbnb planeava usar — afirmou que não tinha aprovado a realização do concurso porque este não funcionava a favor da preservação do monumento.

Muitos dos protestos fizeram-se ouvir na Weibo, a rede-social chinesa.

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