Brexit

Os membros da União Europeia querem um compromisso com o Brexit. Mas há uma contrapartida

Os líderes dos Estados-membro da União Europeia querem fazer um compromisso com Theresa May sobre o Brexit. A primeira-ministra e o parlamento britânico desconfiam da contrapartida.

A proposta deve ser apresentada a Theresa May numa cimeira em Salzburgo, no próximo mês

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Mariana Fernandes

Os líderes dos Estados-membros da União Europeia estão a considerar apresentar a Theresa May uma proposta de compromisso com o Brexit que permite a permanência do Reino Unido no mercado único mas prevê o fim da livre circulação de pessoas. Naquele que é o primeiro sinal de divergência entre membros da UE e o chefe das negociações do Brexit em Bruxelas, Michel Barnier, os líderes devem propôr a hipótese à primeira-ministra britânica durante uma cimeira em Salzburgo, no próximo mês.

Ainda assim, o Telegraph conta que o compromisso pode incluir uma contrapartida. Além de permanecer no mercado único, o Reino Unido teria de aceitar todas as futuras medidas de proteção social e ambiental tomadas pela União Europeia – algo que os eurocéticos britânicos não vêem com bons olhos. Theresa May estará “cuidadosamente otimista” com a mais recente tomada de posição dos líderes europeus e espera que este seja um sinal de que os Estados-membros estão finalmente a embarcar no plano Chequers – a visão que a primeira-ministra britânica tem para a saída do país da União Europeia -, que Michel Barnier considerou impossível de realizar.

A Comissão Europeia não negou que os Estados-membro estão a discutir a proposta a apresentar a Theresa May. Até agora, Michel Barnier tem defendido que o Reino Unido não pode escolher partes da União Europeia “como se fossem cerejas”: ficar no mercado único mas rejeitar a livre circulação de pessoas, por exemplo. O plano Chequers, defendido por May, prevê a concordância do Reino Unido com um “livro de regras comum” com a União Europeia mas autoriza a divergência do país em relação a Bruxelas se o parlamento britânico assim o decidir.

Os membros do parlamento britânico que defendem o Brexit consideram que Theresa May já cedeu demasiado com este plano Chequers e consideram que o Reino Unido pode tornar-se um “súbdito” caso se comprometa a aceitar futuras medidas e regras delineadas pela União Europeia. “Não existe qualquer possibilidade de a primeira-ministra aceitar qualquer acordo que envolva ficar preso a futuras mudanças de regras por parte da União Europeia. Isso significaria que, na próxima eleição, os deputados teriam de dizer aos eleitores que há coisas que ainda não podemos fazer porque a UE não nos deixa, e seríamos atacados por isso”, defendeu David Jones, o antigo ministro do Brexit.

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