Ponha os olhos neste impressionante – de fácil e prático – aparelho voador da categoria vertical take-off and landing aircraft (VTOL). Desde 2016 que surgem por todo o lado pequenas e ágeis startups com excelentes projectos nesta área e, como se isto não bastasse, aquelas cujos veículos parecem ter maior potencial e facilmente conseguem reunir os milhões necessários ao desenvolvimento dos projectos.

A Opener anda há cerca de nove anos às voltas com aviões eléctricos para uso privado, ou de empresas de transporte que operem serviços de táxi aéreos. Desenvolveu um sistema de VTOL, que monta no seu aparelho BlackFly. Este, de acordo com as imagens, funciona bem e de forma distinta dos concorrentes, ao possuir aquilo que o fabricante denomina asas fixas (que no fundo são móveis), onde estão aplicados os oito motores eléctricos. É o ar projectado por estes que faz as asas proporcionarem a desejada sustentação, permitindo ao BlackFly descolar na vertical ou não, consoante as necessidades impostas pelo local.

Em vez de se comportar como um drone, capaz de transportar uma pessoa, o BlackFly atinge 115 km/h – poderá atingir uma velocidade superior, mas pela actual regulamentação estão limitados a este valor nos EUA –, com os motores eléctricos a serem alimentados por uma bateria que permite uma autonomia de 46 km.

O aparelho já realizou mais de 1.400 voos em fase de testes, tendo percorrido mais de 22 mil km. De momento e com as especificações actuais, o BlackFly é capaz de transportar apenas o piloto a bordo, mas o sistema de propulsão e a tecnologia a que recorre podem ser igualmente aplicados a outro tipo de aparelhos, maiores e capaz de transportar duas ou mais pessoas.

À semelhança do que acontece com os automóveis eléctricos, uma evolução da capacidade energética das baterias irá permitir ao VTOL da Opener oferecer uma maior autonomia de voo.

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