O governo espanhol chefiado por Pedro Sánchez não está disposto a receber, de novo, o navio Aquarius, com refugiados. Pelo menos para já. O motivo assumido pelo executivo do PSOE para não receber o navio que traz 141 migrantes a bordo é o de que Espanha “não é o porto mais seguro” nem “o mais próximo”.

“A Espanha não é o porto mais seguro porque não é o porto mais próximo estabelecido no direito internacional”, pode-se ler na resposta oficial do governo espanhol, adianta o El País.

Apesar de tudo, esta pode não ser uma decisão definitiva. O Aquarius, com 141 pessoas a bordo, encontra-se ancorado entre Malta e Itália, que se recusam a aceitar o navio, à espera de instruções, segundo o diário de bordo publicado pela ONG que opera o navio.

“Aquarius” vai para Espanha com ajuda de barcos militares italianos

Recorde-se que esta seria a segunda vez que o navio Aquarius encontraria em Espanha um porto seguro. Há cerca de um mês, o navio trazia a bordo 630 pessoas, muito acima da sua capacidade, e Espanha aceitou que ancorasse no porto de Valência. Então, vários ministros deixaram claro de que essa operação foi algo excepcional e de que Espanha não se devia tornar num país de refugio para todos os barcos que não fossem aceites em Itália.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, usou o Twitter para se pronunciar sobre o assunto. “O navio Aquarius com 141 outros migrantes a bordo: propriedade alemã, fretada por uma ONG francesa, tripulação estrangeira, em águas maltesas, com a bandeira de Gibraltar. Podem ir onde quiserem, mas não para Itália. PAREM com os traficantes de pessoas e os seus cúmplices”, escreve o ministro.

Roma “não oferece um porto seguro porque a operação de resgate não foi coordenada pelo centro de coordenação da Itália”, afirmou por sua vez o comandante do navio Aquarius. Este sábado, no diário de bordo da ONG, escrevia-se algo idêntico acerca de Malta. “Malta não é a autoridade adequada e competente para designar um porto seguro”.