O gang acusado do assalto de uma carrinha de valores em Lourel, Sintra, que acabaria por resultar na morte de um automobilista que circulava na A16 (Cascais-Belas), foi condenado esta segunda-feira. As penas aplicadas foram dos oito anos de prisão até à sentença máxima de 25 anos, aplicada ao cabecilha do grupo.

Segundo avança o CM, o procurador do Ministério Público pediu penas entre os sete anos e meio e os 22 anos de prisão para seis dos dez arguidos que estiveram envolvidos diretamente no assalto.

Dos dez arguidos – com idades entre os 28 e os 46 anos, residentes nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra (distrito de Lisboa) – três cumprem penas de prisão por outros processos e quatro encontram-se detidos ao abrigo deste caso.

Os seis principais arguidos, que participaram no assalto à carrinha de valores, armados com duas caçadeiras, um revólver e uma pistola, estão acusados de dois crimes de roubo qualificado consumado, um crime de furto, três de falsificação de documento agravado e um de detenção de arma proibida.

A 28 de fevereiro de 2016, após levarem a cabo o assalto à carrinha de transporte de valores, os seis suspeitos fugiram na direção da autoestrada 16 (A16), mas a viatura em que seguiam despistou-se, levando a que tivessem procurado fazer parar e roubar outras viaturas para continuarem a fuga.

Um deles alvejou com uma caçadeira ‘shotgun’ um automobilista, de 49 anos, que não parou a carrinha onde seguia com a mulher e a filha de seis anos, acabou por morrer.

Três arguidos respondem também pelo assalto a outra carrinha da Esegur, quando abastecia uma caixa multibanco numa papelaria na Ramada (Odivelas), mas apenas conseguiram roubar 910,20 euros, por terem sido detetados por supervisores da empresa de transporte de valores.