O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique indicou os nomes dos seis homens que supostamente lideram os ataques armados em província de Cabo Delgado, norte do país, pedindo à população colaboração para a captura dos alegados “cabecilhas”.

Rafael Bernardino disse, em declarações reproduzidas esta segunda-feira pela emissora pública Rádio Moçambique, que os grupos armados que protagonizam ataques em Cabo Delgado são dirigidos por Abdul Faizal, Abdul Remane, Abdul Raim, Nuno Remane, Ibn Omar e um sexto identificado apenas por Salimo. “Consideramos esses como os cabecilhas”, declarou Bernardino Rafael, falando numa parada policial na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado.

O responsável exortou a população a colaborar na localização dos responsáveis pelos referidos grupos armados. “Apelamos à população para quem souber, quem tiver informações possíveis, que levem à captura desses nomes que nós indicamos, contacte a Polícia da República de Moçambique, para nós atuarmos”, declarou o comandante-geral da polícia moçambicana.

Rafael Bernardindo exortou as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas a manterem o empenho no combate aos grupos.

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Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada entre 1.500 a 2.000 quilómetros a norte de Maputo, têm sido saqueadas com violência por desconhecidos desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos e deslocados. Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.