É certo que risco de incêndio não é sinónimo de automóvel a arder, mas lá que é uma possibilidade, ainda que remota, isso ninguém contesta. Sobretudo, os donos dos mais de 30 BMW (conhecidos) que foram consumidos pelas chamas na Coreia do Sul, o que motivou grandes manifestações contra a marca e um pedido de desculpas formais de um administrador da BMW e do representante local do fabricante.

Mas depois de o construtor bávaro chamar 100.000 veículos à oficina, para reparação ou substituição da peça defeituosa que está a provocar os incêndios, as autoridades deste país asiático aperceberam-se que houve cerca de 27.000 condutores que não compareceram à chamada, segundo noticiou a CNN. Razão pela qual criaram uma lei que não só proíbe esses carros de circularem, como garante um ano de prisão, caso o proprietário de um destes BMW em risco acabe por arder, antes visitar o mecânico.

A própria BMW, sob pressão do ministro dos Transportes local, esforçou-se por encontrar medidas que facilitassem a vida aos condutores visados, disponibilizando 14.000 veículos da marca como carros de cortesia, para serem utilizados nas horas em que se processa a intervenção.

Se o recall de 100.000 unidades na Coreia do Sul está a causar estes problemas, resta saber como vai decorrer a chamada de 324.000 BMW em solo europeu, sendo curioso ver que países irão recorrer a medidas mais ou menos drásticas para fazer com que os proprietários cumpram as suas obrigações, o que pode afectar outros para além deles próprios.