Viana do Castelo

Desfile de mais de 630 mordomas abre hoje em Viana quatro dias de Romaria d’Agonia

O desfile da mordomia é o momento é um dos momentos cada vez mais enraizados em Viana e em que os diferentes trajes das freguesias se encontram e mostram, de uma só vez à cidade.

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Mais de 630 mordomas, de cinco países, vão desfilar esta sexta-feira, às 16 horas, pelas principais artérias de Viana do Castelo, com todos os trajes de festa, no primeiro de quatro dias da Romaria d’Agonia.

O desfile da mordomia é o momento em que os diferentes trajes das freguesias de Viana se encontram e mostram, de uma só vez à cidade. A tradição, cada vez mais enraizada entre as jovens e mulheres de Viana do Castelo, e que junta várias gerações, assinala, este ano, os 50 anos da sua primeira realização.

O desfile da mordomia é a forma de os organizadores apresentarem cumprimentos às várias autoridades, Estado, autárquicas e eclesiásticas presentes na cidade. Desde há quatro anos, também as mulheres da ribeira, com os seus trajes de varina, participam neste desfile.

Ao percorrer as principais ruas da cidade, o desfile da mordomia vai deixando um rastro de cor desde a vermelha, verde e amarela dos típicos e garridos do traje à Vianesa, o primeiro do país a conseguir a certificação.

Não faltam também os fatos de noiva mais sóbrios, de cor preta. Neste número algumas das mulheres chegam a carregar dezenas de quilos de ouro, reunindo as peças de famílias e amigos num único peito, simbolizando a “chieira” (termo minhoto que significa orgulho) e outrora o poder financeiro das famílias.

O traje assume-se como um símbolo tradicional da região, nas suas várias formas, consoante a ocasião e o estatuto da mulher. Em linho e com várias cores características, onde sobressai o vermelho e o preto, era utilizado pelas raparigas das aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo.

As características deste traje, como o seu colorido e a profusão de elementos decorativos, permitem identificar facilmente a região de origem, no concelho, motivo pelo qual se transformou, segundo os especialistas, “num símbolo da identidade local”.

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Laurinda Alves

Ler o que escreve Halík dá que pensar e ajuda a pôr muita coisa em perspetiva. Amanhã estará em Lisboa e vai, também ele, encher auditórios e anfiteatros. Vem para colocar o dedo em muitas feridas.  

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