O número de vítimas da queda da ponte Morandi, na cidade italiana de Génova. subiu para 43, de acordo com informação avançada pelo Corriere della Sera. Um dos feridos morreu e o corpo do último desaparecido foi encontrado.

Mirko Vicini, de 30 anos, estava desaparecido desde o dia da tragédia. A mãe, Paola, dormiu ao lado dos escombros desde então. “Não vou embora até que eles o encontrem. Não quero ir para casa. Quero esperar aqui. Quero estar aqui quando eles o encontrarem”, tinha dito ao mesmo jornal. Mirko Vicini era a última pessoa desaparecida e foi encontrada morta esta tarde de sábado.

Poucas horas depois, um dos feridos internado no Hospital San Martino, em Génova, morreu. Marian Rosca tinha 36 anos e tinha nacionalidade romena.

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Esta é a segunda vez que o número de vítimas mortais sobe este sábado. Já tinha subido para 41 depois de os bombeiros terem encontrado entre os blocos de cimento um carro com três pessoas, um casal e a filha de 9 anos. Segundo os meios de comunicação locais, os corpos têm que ser ainda identificados, mas acredita-se que possa ser a família Cecala, da qual não havia notícias desde a passada terça-feira.

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Um funeral envolto em polémica

Itália cumpre este sábado um dia de luto nacional e será celebrado um funeral de Estado por todas as vítimas, presidido pelo cardeal e arcebispo de Génova, Ángelo Bagasco, e com a presença do Presidente da República, Sergio Mattarella, e do primeiro ministro, Giuseppe Conte. Um funeral envolto em polémica, já que 20 das famílias das vítimas decidiram não participar nas exéquias públicas e preferiram uma cerimónia privada.

Itália presta hoje homenagem nacional às vítimas mas cerimónia não gera consenso

O executivo italiano exigiu a demissão da direção da empresa Autostrade per l’Italia, filial da Atlantia e responsável pela gestão da ponte Morandi, bem como atribuiu parte da responsabilidade da tragédia às restrições orçamentais impostas pela União Europeia (UE).

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