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Renamo

Moçambique convida observadores internacionais para desmilitarização da Renamo

Trata-se de um grupo de observadores internacionais composto por países com experiência em processos de desmilitarização de grupos armados, explicou o chefe de Estado moçambicano.

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que convidou observadores internacionais para acompanharem o processo de desarmamento da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no âmbito dos consensos nas negociações de paz.

Trata-se de um grupo de observadores internacionais composto por países com experiência em processos de desmilitarização de grupos armados, explicou o chefe de Estado moçambicano, que não avançou o nome dos países que vão compor a equipa.

Filipe Nyusi, que falava num comício popular na província de Tete, centro de Moçambique, disse que o grupo de observadores tem a missão de garantir que o processo de implementação dos consensos decorra com maior transparência e credibilidade.

Há dias iniciámos a reintegração dos homens armados da Renamo nas Forças de Defesa De Moçambique, onde quer o Governo, quer a Renamo têm o desejo de formar um exército competente para corresponder às necessidades de defesa do país”, concluiu o chefe de Estado moçambicano.

O Presidente moçambicano anunciou no passado dia 6 a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e a Renamo sobre a desmilitarização e a integração das forças do principal partido da oposição.

Na sequência disso, foi também anunciada a entrada em funcionamento da comissão de assuntos militares e de grupos de trabalho que vão dirigir a desmobilização, desarmamento e reintegração da Renamo, principal partido da oposição.

O atual processo negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo arrancou há um ano, quando Filipe Nyusi se deslocou à Gorongosa, centro de Moçambique, para uma reunião com falecido líder da Renamo no dia 6 de agosto do ano passado.

Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia também a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a uma revisão da Constituição em julho.

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